Quarta-feira, 27 de maio de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Bolsonaro sancionou uma lei que insere o nome do gaúcho Oswaldo Aranha no “Livro dos Heróis da Pátria”

Compartilhe esta notícia:

Oswaldo Aranha, nascido em Alegrete, passa a integrar o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. (Foto: EBC)

Passados 60 anos desde a morte do gaúcho Oswaldo Aranha (1894-1960), o seu nome agora está no Livro dos Heróis da Pátria, em uma lista que já incluía outras 41 personalidades históricas, como Anita Garibaldi, Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Machado de Assis, Santos Dumont e Zuzu Angel. A iniciativa consta na Lei 13.991/2020, recém sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro.

A inclusão do político e diplomata nascido em Alegrete e falecido no Rio de Janeiro havia sido sugerida pelo deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS) e aprovada pelo Senado em fevereiro. Na ocasião, o relator da proposta, senador Lasier Martins (Podemos-RS), chamou atenção em Plenário para uma das passagens mais marcantes da vida do homenageado:

“Em 1947, Oswaldo Aranha chefiou a delegação brasileira na recém-criada ONU [Organização das Nações Unidas]. Foi ele quem inaugurou a tradição, mantida até hoje, de ser um brasileiro o primeiro orador da reunião anual da entidade. Também presidiu a segunda Assembleia-Geral, que votou o plano de partilha da Palestina, resultando na então futura criação do Estado de Israel. É muito reconhecido até hoje por judeus e sionistas em todo o mundo, devido a essa atuação”.

O senador também citou a proximidade que o diplomata tinha com o presidente da República e conterrâneo Getúlio Vargas (1882-1954), sobretudo a partir da Revolução de 1930, que alçou ao comando do País o então governador gaúcho nascido em São Borja.

Ministro das Relações Exteriores entre 1938 e 1944, ele exerceu um papel fundamental para que o governo do Brasil rompesse com a Alemanha e se juntasse às Forças Aliadas, que combatiam na Segunda Guerra Mundial o projeto de hegemonia global capitaneado pelo líder nazista Adolf Hitler.

“Durante os diferentes períodos em que Vargas exerceu a presidência da República, Aranha ocupou também outros cargos, como os de ministro da Justiça e da Fazenda”, acrescentou o parlamentar.

Estados Unidos

Outro posto ocupado por Oswaldo Aranha foi o de chefe da embaixada brasileira em Washington, capital dos Estados Unidos, no período de 1933 a 1937 – ou seja, justamente os anos anteriores à deflagração da Segunda Guerra. Ele acabou se aproximando do então presidente norte-americano, Franklin Roosevelt, e realizando palestras por todo o país.

A partir dessa experiência, passou a defender a necessidade que o Brasil se aproximasse mais dos Estados Unidos em suas relações geopolíticas. Para Oswaldo Aranha, era possível conciliar essa posição com a defesa dos interesses e da soberania nacional.

“Tanto foi assim, que ele participou ativamente de negociações nos Estados Unidos que estimularam a industrialização brasileira naquele período, em setores como a siderurgia”, acrescentou o senador. “Devido a tal proximidade, Aranha chegou a atuar como vice-presidente, no Brasil, da Sociedade dos Amigos da América.

(Marcello Campos)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

“Não sou coveiro”, diz Bolsonaro ao responder sobre qual seria o número aceitável de mortes pelo coronavírus
Pesquisadores criam um “mapa de calor” sobre o coronavírus com dados do Facebook
Pode te interessar