Segunda-feira, 13 de Julho de 2020

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Política Bolsonaro vai à Procuradoria-Geral da República

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Bolsonaro (C) se encontrou com Aras (E) e Vilhena (D) na sede da Procuradoria-Geral da República

Foto: Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro (C) se encontrou com Aras (E) e Vilhena (D) na sede da Procuradoria-Geral da República. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro foi à sede da PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília, nesta segunda-feira (25), para cumprimentar o procurador Carlos Vilhena, que havia acabado de tomar posse como chefe da Procuradoria do Cidadão. Lá, Bolsonaro também encontrou o procurador-geral da República, Augusto Aras.

Inicialmente, Bolsonaro acompanhava a cerimônia da posse de Vilhena por videoconferência no Palácio do Planalto. Em razão da pandemia do novo coronavírus, a solenidade foi transmitida pela internet tanto para convidados quanto para a imprensa.

Em determinado momento, ao falar com Aras virtualmente, Bolsonaro disse: “Se me permite a ousadia, se me convidar vou agora aí apertar a mão desse nosso novo integrante desse colegiado maravilhoso da Procuradoria-Geral da República”. Aras afirmou que o receberia “com a alegria de sempre”.

O procurador-geral é o responsável por decidir se apresenta ou não denúncia à Justiça no inquérito que investiga a suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal. Só após o procurador-geral apresentar a denúncia, o STF (Supremo Tribunal Federal) pode abrir um processo.

Aras também vai analisar, a pedido do ministro Celso de Mello, relator do inquérito no STF, solicitação de partidos políticos para que o telefone celular de Bolsonaro seja apreendido.

Quando o presidente chegou à PGR, a cerimônia já havia terminado. Após cumprimentar pessoalmente Vilhena, Aras e outros integrantes do MPF (Ministério Público Federal), Bolsonaro retornou ao Palácio do Planalto.

A indicação de Vilhena para a Procuradoria do Cidadão foi oficializada em 22 de abril por Aras e aprovada por unanimidade em sessão extraordinária do Conselho Superior do Ministério Público Federal. Ele ocupará o posto no biênio 2020-2022, em substituição à também subprocuradora-geral da República Deborah Duprat, cujo mandato terminou na sexta-feira (22).

Em seu discurso de posse, ele destacou a importância do diálogo e do contato com a sociedade, além do papel do Ministério Público na pandemia de coronavírus.  “É necessário, cada vez mais, incorporar aos nossos ofícios e à nossa cultura organizacional a percepção de que só o aprofundamento do diálogo com outros órgãos do Poder Público, movimentos sociais e organismos internacionais, de forma ponderada e sob a égide da Constituição Federal, nos levará ao cumprimento de nossa missão institucional”, afirmou.

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