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Política Bolsonaro vincula ministros do Supremo à campanha de Lula e diz que Barroso “entende de terrorismo”

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Presidente retoma ataques ao STF após "trégua"

Foto: Alan Santos/PR
em entrevista a um site mantido por apoiadores. (Foto: Alan Santos/PR)

A trégua entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e o presidente Jair Bolsonaro chegou mesmo ao fim. Em entrevista nesta quarta-feira (12), Bolsonaro acusou Alexandre de Moraes de agir fora da Constituição, disse que Luís Roberto Barroso “entende de terrorismo” e vinculou os dois magistrados à campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto.

“Quem é que esses dois pensam que são? Quem eles pensam que são? Que vão tomar medidas drásticas dessa forma, ameaçando, cassando liberdades democráticas nossas, a liberdade de expressão”, questionou o presidente em entrevista a Gazeta Brasil, um site que o apoia. “Eles têm candidato. Os dois, nós sabemos, são defensores do Lula, querem o Lula presidente.”

A retomada dos ataques de Bolsonaro à Corte ocorrem no momento em que o País registra uma inflação de 10,06%, a maior desde 2015, e a oposição argumenta que ele tenta se desviar dos problemas econômicos.

O presidente criticou Moraes por ter dito, durante o julgamento da chapa Bolsonaro-Mourão no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no ano passado, que houve fake news e disparos de mensagens em massa na campanha de 2018.

A chapa foi absolvida, mas o ministro disse que se houver, neste ano, uma repetição do que ocorreu na última eleição, o registro pode ser cassado e os responsáveis podem ir para a cadeia. “Isso é jogar fora das quatro linhas [da Constituição]. Eu sempre joguei dentro das quatro linhas. Não se pode falar em terrorismo digital”, afirmou o chefe do Executivo.

As críticas a Barroso, por sua vez, foram motivadas por uma declaração dada ontem pelo ministro. Em um artigo, ele escreveu que a revolução digital e a ascensão das mídias sociais permitiram o aparecimento de “milícias digitais” e “terroristas verbais” que disseminam ódio, mentiras, teorias conspiratórias e ataques à democracia.

“De terrorismo ele entende. Ele defendeu o terrorista Cesare Battisti, italiano que matou quatro pessoas de bem”, afirmou Bolsonaro. “Chegando aqui no Brasil, o advogado dele foi o Luís Barroso. Um assassino, terrorista. E, dado isso aí, ele [Barroso] conseguiu, junto ao PT, ser alçado ao Supremo Tribunal Federal”, acusou.

“Qual crime eu cometi, senhor Luís Roberto Barroso? Quais foram as fake news que eu pratiquei?”, questionou o presidente.

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