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Brasil Bolsonaro volta atrás e diz que a maioria dos imigrantes tem boas intenções

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"Houve um equívoco da minha parte, peço desculpas", declarou o presidente brasileiro nos EUA. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Em entrevista após deixar a Casa Branca, onde se encontrou com Donald Trump, o presidente Jair Bolsonaro corrigiu uma declaração que havia dado na véspera em uma entrevista à Fox News. Falando com Shannon Bream, na emissora fortemente identificada com o presidente americano, Bolsonaro havia declarado que “a grande maioria dos imigrantes em potencial não tem boas intenções nem quer o melhor ou fazer bem ao povo americano”.

De volta da Casa Branca à Blair House, onde se hospedou na capital americana, Bolsonaro disse que se equivocou: “Uma boa parte tem boas intenções, a menor parte não. Houve um equívoco da minha parte, peço desculpas. Agora tem muita gente que está de forma ilegal aqui e isso é uma questão de política interna deles, não é nossa. Então, gostaria que no Brasil só tivesse estrangeiro legalizado, não de forma ilegal como existe muita gente no Brasil. Me desculpe mais uma vez o equívoco, o ato falho que cometi no dia de ontem”.

Na entrevista de segunda-feira à noite à emissora americana, Bolsonaro afirmou ainda que gostaria que “os Estados Unidos levassem adiante a atual política de imigração”, acrescentando que “em larga medida nós devemos a nossa democracia no Hemisfério Sul aos Estados Unidos”.

A questão migratória tem despertado controvérsias desde o fim de semana. No sábado (16), na véspera da chegada do presidente a Washington, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse que os brasileiros que estão em situação migratória irregular fora do País são uma “vergonha nossa”.

“Um brasileiro ilegalmente fora do País é problema do Brasil, isso é vergonha nossa, para a gente. Uma pessoa, um brasileiro que vai para o exterior e comete qualquer tipo de delito, eu me sinto envergonhado”, afirmou Eduardo Bolsonaro. “Por exemplo, quando foram para a Indonésia e condenados à morte aqueles traficantes, eu fiquei com vergonha, poxa.”

A declaração gerou críticas e, no dia seguinte, o filho do presidente da República minimizou o assunto . Em entrevista à Record News, Eduardo enfatizou que o Brasil não iria permitir migração irregular em nenhum lugar do mundo. “A declaração foi para dizer que o Brasil tem responsabilidade com seus nacionais e não vai ficar permitindo que brasileiros entrem, facilitando, melhor dizendo, a entrada de brasileiro em qualquer lugar que não seja da maneira legal”, disse o deputado. Ele foi eleito, na semana passada, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara Federal.

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