Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de fevereiro de 2019
O Corpo de Bombeiros informou nesta quinta-feira (21) que um almoxarifado da Vale foi localizado debaixo do mar de lama que assolou Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e que há indícios de corpos sob a estrutura do imóvel. Até a quarta-feira (20), eram confirmadas 171 mortes – com todos os corpos identificados – e 141 pessoas desaparecidas.
O tenente-coronel Anderson Passos disse que no 28º dia de buscas por vítimas há 52 máquinas pesadas e quatro equipes estão com cães farejadores à procura de corpos. Ainda segundo o militar, o tempo chuvoso fez com que as buscas fossem feitas em uma velocidade um pouco menor. O total do efetivo é de 140 militares – 111 de Minas Gerais e 29 de outros Estados.
Drones
Os bombeiros disseram ainda que a partir desta quinta drones serão utilizados em apoio às buscas em Brumadinho. Com o codinome vespa (veículo especial de suporte e prevenção aérea), serão usadas seis unidades durante todo o dia em apoio às operações.
Os equipamentos possuem câmera termal, que permite a visualização de diferentes temperaturas, permitindo ver pessoas, animais, e objetos com maior precisão.
Além da câmera termal, os equipamentos também possuem luzes anticolisão (para o voo coordenado com helicópteros e aviões), lanterna para iluminação de locais de difícil acesso, e também um sistema de som, que permite que o operador envie áudios para que pessoas próximas ao drone possam ser orientadas.
Outras barragens
Desde o rompimento da Barragem I, da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro, a Vale já retirou moradores das proximidades de outras duas barragens: mina Gongo Soco (Barão de Cocais) e mina Mar Azul (Nova Lima). No dia oito de fevereiro, uma outra barragem da empresa ArcelorMittal também foi evacuada na mina de Serra Azul (Itatiaiuçu).
Descomissionamento
O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, anunciou que irá fazer o descomissionamento das barragens com o chamado alteamento a montante, método utilizado nas estruturas que se romperam provocando tragédias em Mariana (MG), em 2015, e em Brumadinho (MG). Na prática, isso quer dizer que a empresa pretende “acabar” com as barragens desse tipo.
As dez barragens a montante da Vale que ainda não foram eliminadas estão inativas – ou seja, já não recebem mais rejeitos. Agora, com o processo de descomissionamento, a empresa pretende eliminá-las.
Schvartsman apontou que as possibilidades são esvaziar as barragens ou integrá-las ao meio ambiente: “Descomissionar significa deixa de ser barragens. São esvaziadas ou integradas ao meio ambiente”.
Em nota, a Vale disse que serão necessários três anos e R$ 5 bilhões para “descaracterizar as estruturas como barragens de rejeitos para reintegrá-las ao meio ambiente”. A mineradora estima que o processo de descomissionamento ocorrerá ao longo dos próximos 3 anos.
Segundo a empresa, além da barragem do Córrego do Feijão, que rompeu em Brumadinho, serão desativadas 9 estruturas localizadas nas unidades de Abóboras, Vargem Grande, Capitão do Mato e Tamanduá, no complexo Vargem Grande, e de Jangada, Fábrica, Segredo, João Pereira e Alto Bandeira, no complexo Paraopebas, todas em Minas Gerais.
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