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Brasil Brasil cai para sexto em ranking de combate à corrupção na América Latina

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País teve a maior queda no Índice de Capacidade de Combate à Corrupção e foi ultrapassado pela Argentina

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
País teve a maior queda no Índice de Capacidade de Combate à Corrupção e foi ultrapassado pela Argentina. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O Brasil foi ultrapassado pela Argentina e caiu para sexto no Índice de CCC (Capacidade de Combate à Corrupção), ranking que mede a capacidade dos países latino-americanos de detectar, punir e prevenir a corrupção.

Cinco dos 15 países analisados registraram quedas significativas em suas pontuações. Entre as maiores baixas estão os dois maiores países e as duas maiores economias da América Latina: Brasil e México. O Brasil foi o País com a maior queda na pontuação, e sua nota regrediu de 5,52 para 5,07. Em 2019, o Brasil era o 2º do ranking.

Pelo 2º ano seguido, o Uruguai foi o país com a pontuação mais alta no Índice CCC (7,80 pontos em uma escala que vai de 0 a 10). A Venezuela ficou com a pior nota das 15 nações analisadas (1,40).

O levantamento é feito pela Americas Society/Council of the Americas e pela Control Risks, que avaliam e classificam os países com base na eficácia com que podem combater a corrupção.

As entidades dizem que “os países com uma pontuação mais alta são considerados mais propensos a ver atores corruptos processados e punidos” — e, na outra ponta, “uma continuação da impunidade é mais provável em países no extremo inferior da escala”.

Segundo o estudo, “a luta contra a corrupção na América Latina sofreu uma nova onda de retrocessos no ano passado” (e a pandemia foi um dos motivos que contribuiu para isso).

“Em vários países, a pandemia da Covid-19 levou governos e cidadãos a focar em outras prioridades urgentes, o que deu espaço para que políticos diminuíssem a autonomia e os recursos de órgãos judiciais sem desencadear indignação da opinião pública ou manifestações de rua como as testemunhadas em anos anteriores”, diz o documento.

Os problemas do Brasil

O Índice CCC é dividido em três categorias: capacidade legal; democracia e instituições políticas; e sociedade civil e mídia. São analisadas 14 variáveis, incluindo a independência das instituições jurídicas e a quantidade de recursos disponíveis para combater crimes de colarinho branco.

O Brasil teve a maior queda na nota entre os 15 países analisados, que representam quase 95% do PIB (Produto Interno Bruto) da América Latina. A pior nota do país é na categoria “democracia e instituições políticas” (4,16) e a melhor, em “sociedade civil e mídia” (6,34).

Segundo o estudo, na categoria “capacidade legal” o Brasil “teve declínios na independência de suas agências anticorrupção e do Ministério Público”. “O índice reflete a nomeação pelo governo do presidente Jair Bolsonaro de pessoas percebidas como menos independentes para o comando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal”.

O documento aponta ainda que “as investigações sobre corrupção transnacional também perderam ímpeto, e a Operação Lava-Jato foi desmantelada em fevereiro de 2021”. “A única melhora na capacidade legal do Brasil foi um ligeiro aumento da independência judicial, graças a iniciativas recentes para reforçar a separação entre poderes”, diz o estudo.

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