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Geral Brasil e Alemanha assinam acordo para laboratório de 1 bilhão de reais que ajudará em futuras pandemias

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O Orion será único no mundo, uma vez que o complexo laboratorial de máxima contenção biológica estará conectado ao Sirius, fonte de luz síncrotron de 4ª geração. (Foto: CNPEM/Divulgação)

Brasil e Alemanha assinaram nessa segunda-feira (4), em Berlim, um acordo de cooperação para implantação do Orion, laboratório de biossegurança máxima (NB4) de R$ 1 bilhão que será construído no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). A estrutura que permitirá o enfrentamento de futuras pandemias, com estudos de patógenos capazes de causar doenças graves, e terá uma característica única no mundo: é a primeira vez que um NB4 estará conectado a uma fonte de luz síncrotron, o Sirius.

A declaração conjunta de inteção foi assinada entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o CNPEM, o Ministério da Saúde (MS) e o Instituto Robert Koch (RKI) da Alemanha.

De acordo com a ministra da Ciência, Luciana Santos, o acordo envolve planejamento, construção, operação, monitoramento e avaliação de instalações de nível de biossegurança 4, além de trabalhos de pesquisa e das oportunidades de intercâmbio.

Antonio José Roque da Silva, diretor-geral do CNPEM, destacou que o instituto alemão é um dos centros de referência mundial na área de pesquisas em biomedicina, com particular ênfase em patógenos.

“A parceria terá papel importante não apenas durante a execução e desenvolvimento do projeto Orion, mas também ao auxiliar na mobilidade e treinamento de pesquisadores, na realização de pesquisas conjuntas e, de forma mais ampla, na área de saúde, do diagnóstico e do desenvolvimento de vacinas”, explicou Silva.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou que a parceria está em total consonância com a estratégia traçada no Ministério da Saúde para o enfrentamento de eventuais pandemias. “Elas podem acontecer, assim como já ocorreram, e precisamos estar cada vez mais preparados para utilizar a nossa expertise nas múltiplas áreas de conhecimento e também munidos do que há de mais avançado em tecnologia. Precisamos investir cada vez mais na biossegurança e na ciência em prol da saúde pública para tentar evitar doenças de impacto massivo”, ressaltou.

Primeiro laboratório de máxima contenção biológica na América Latina, o NB4, batizado de Orion, também é o único no mundo que será conectado a uma fonte de luz síncrotron. O CNPEM opera uma das três fontes de luz síncrotron de quarta geração do mundo, o Sirius, que utiliza aceleradores de elétrons para produzir um tipo especial de luz. A luz síncrotron é utilizada para investigar a composição e a estrutura da matéria em suas mais variadas formas, com aplicações em praticamente todas as áreas do conhecimento.

A construção do NB4 foi incluída no Novo Programa de Aceleração do Crescimento e deve receber R$ 1 bilhão em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) até 2026. A exemplo do Sirius, o NB4 será uma infraestrutura aberta e a serviço dos desafios da saúde pública do país.

Durante a cerimônia de assinatura, o presidente do Instituto Robert Koch, Lars Schaade, ressaltou os atuais desafios que ampliaram a relevância da instituição na proteção da saúde, como as mudanças climáticas, movimentos migratórios e a desigualdade no acesso à saúde. Ele também destacou os esforços de cooperação científica. “Com o Brasil, a parceria que estabelecemos hoje tem como foco o NB4 e a questão epidemiológica para garantir a qualidade dos procedimentos diagnósticos”, disse. As informações são do portal de notícias G1 e do Ministério da Saúde.

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Dea Einsfeld
5 de dezembro de 2023 17:37

A Alemanha agora acertou. Manda um laboratorio de última geração para Campinas nas não dá o dinheiro na mão do nove dedos que some com o dinheiro.Lula quer é dinheiro. Não terá. Correto!

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