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Mundo “Brasil e Índia são as maiores democracias do ‘Sul Global’”, afirma Lula, sem citar a China

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, se encontraram no sábado (21), em Nova Délhi. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou no sábado (21) que a Índia e o Brasil são as duas maiores democracias do chamado “Sul Global”, uma declaração que exclui a China deste sistema de governo.

“O encontro entre Índia e Brasil é uma reunião de superlativos. Não somos apenas as duas maiores democracias do Sul Global. Este é o encontro da farmácia do mundo com o celeiro do mundo”, disse o presidente ao lado do primeiro-ministro Narendra Modi, em Nova Déli, na Índia.

Durante sua passagem pela cidade, o presidente já havia feito o mesmo comentário. Na sexta (20), em entrevista ao India Today, ele falou que os países são os mais representativos desse sistema de governo no “Sul Global”.

A fala exclui o maior parceiro comercial do Brasil. Embora a China afirme ser uma democracia, pesquisadores, jornalistas e analistas a classificam como uma ditadura, uma autocracia ou uma forma de governo que não dialoga com a democracia liberal multipartidária.

A nação é a segunda mais populosa e a segunda maior economia do mundo.

O termo Sul Global não se refere a uma região geográfica, mas é usado para se referir ao conjunto dos países emergentes. Mais recentemente, no entanto, o conceito ganhou tração em setores posicionados à esquerda com uma conotação mais política, que une países com agendas díspares, como o Brasil de Lula e a Rússia de Vladimir Putin.

Órgãos internacionais como o Freedom House afirmam que a China não é um país livre, com base na avaliação de diversos marcadores, como liberdade de expressão, de atuação política, de práticas religiosas e de imprensa. Em uma escala de até 100 pontos no índice da instituição, o país asiático marca 9.

“O secretário-geral do PCCh (Partido Comunista Chinês), Xi Jinping, consolidou o poder pessoal a um nível nunca visto na China em décadas. Após anos de repressão à dissidência política, às organizações não governamentais independentes e aos defensores dos direitos humanos, a sociedade civil chinesa foi amplamente dizimada”, diz a entidade.

Pequim possui um sistema de governo de partido único, que impede siglas menores de concorrer em eleições, eliminando a possibilidade de alternância partidária.

O país também é criticado pelas restrições a liberdades políticas e a direitos humanos impostas à sua população. Não são permitidos veículos de mídia privados, embora jornalistas internacionais possam atuar no território. Há ainda restrições a associações civis e à oposição partidária.

Pequim também limita o acesso de seus cidadãos a redes sociais como WhatsApp, TikTok e Instagram, além de monitorar a publicação de conteúdo online e censurar informações contrárias ao regime. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

 

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