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Brasil Brasil é o segundo país das Américas com maior risco da volta da poliomielite

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O Ministério da Saúde estabeleceu como meta vacinar 95% do público-alvo. Dados divulgados no início do mês revelaram que 34% do grupo.

Foto: Cristine Rochol/PMPA
O Ministério da Saúde estabeleceu como meta vacinar 95% do público-alvo. Dados divulgados no início do mês revelaram que 34% do grupo. (Foto: Cristine Rochol/PMPA)

O Brasil já é o segundo país das Américas com maior risco da volta da poliomielite. O alerta foi reiterado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que, na quarta-feira (21) apontou para a queda na cobertura regional de vacinação contra a doença para cerca de 79% no território nacional e em países República Dominicana, Peru e Haiti, líder das fatídicas estatísticas.

Conhecida no país como paralisia infantil, a doença pode causar a perda de movimento em partes do corpo. Devido à baixa adesão à Campanha Nacional de Multivacinação, iniciada no dia 8 de agosto, o Ministério da Saúde prorrogou até 30 de setembro a vacinação contra a poliomielite para crianças menores de 5 anos que ainda não foram imunizadas com as primeiras doses.

Vale destacar que a vacinação para combater a poliomielite, que tem certificado de erradicação no Brasil desde 1994, é disponibilizada para bebês aos 2, 4 e 6 meses de idade, via injeção intramuscular. A aplicação da dose de reforço é realizada por meio da tradicional gotinha.

O Ministério da Saúde estabeleceu como meta vacinar 95% do público-alvo composto por cerca de de 14,3 milhões de pessoas. Dados divulgados no início do mês revelaram que 34% do grupo, com crianças de 1 a 4 anos, foram vacinadas. Desde então, a pasta tem investido em ações de marketing e iniciativas para divulgar a campanha e alertar as famílias sobre o risco da doença. Cerca de 40 mil postos estão abertos em todo o país.

Cobertura

A cobertura vacinal de rotina contra a paralisia infantil em menores de 1 ano, assim como para outras doenças, vem caindo nos últimos anos. Em 2017 a taxa foi de 88,76%, em 2018 caiu para 87,48%, em 2019 ficou em 73,62%, em 2020 reduziu para 53,97% e em 2021 foi de 52,94%. Em 2022 (até 22.09) a taxa das doses registradas no sistema foi de 36,51%.

O retrocesso gradativo na adesão das campanhas nacionais de vacinação se consolidou durante a pandemia de covid-19, inclusive com declarações polêmicas e sem comprovação científica do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a eficácia de imunizantes. Especialistas avaliam com preocupação o risco da reintrodução da poliomielite e de outras doenças por conta da baixa cobertura.

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