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Brasil Brasil mantém nível baixo no índice internacional de proficiência na língua inglesa e deixa a lista dos 40 primeiros colocados

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O índice no Brasil passou de 50,66 em 2016 para 51,92 neste ano. (Foto: Reprodução)

O Brasil manteve um nível baixo no índice internacional de proficiência na língua inglesa e deixou a lista dos 40 primeiros colocados, apesar de apresentar um crescimento pequeno. A listagem, feita pela instituição global EF (Education First) e divulgada na manhã desta quarta-feira (08), mostra que o País ainda patina quando o assunto é desenvolvimento no inglês.

O índice no Brasil passou de 50,66 em 2016 para 51,92 neste ano. A pontuação é de 0 a 80, com base em exame gratuito feito on-line. O líder no índice foi a Holanda, com 71,45. Segundo a EF, mais de 1 milhão de participantes fizeram o exame nesta edição.

A despeito do crescimento de 1,26 ponto, o Brasil perdeu uma posição, caindo de 40º para 41º entre os 80 países participantes. Sete novos países entraram no ranking neste ano: África do Sul, Nigéria, Grécia, Angola, Bangladesh, Camarões e Cuba. As três primeiras estão à frente do Brasil – porém, tanto na África do Sul quanto na Nigéria, o inglês é língua oficial, apesar de existirem outros idiomas em uso.

Ainda assim, o Brasil ficou atrás de países com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais baixo, como Filipinas, República Dominicana e Vietnã. As faixas de classificação por pontuação no índice são “muito alta”, “alta”, “moderada”, “baixa” e “muito baixa”. O Brasil está qualificado como baixa proficiência, faixa predominante na América Latina. A Argentina foi a melhor da região, com 56,51 –proficiência moderada.

Cruzamento de dados do Banco Mundial com o EPI (o índice de proficiência em inglês da EF) mostra que há uma relação clara entre o poder aquisitivo individual e as faixa de proficiência na língua britânica. “Há alguns anos o inglês era um diferencial. Hoje as pessoas sabem que é obrigatório”, diz Luciano Timm, vice-presidente de relações acadêmicas da EF para a América Latina. Mais informações podem ser obtidas nos sites www.ef.com.br/pg/intercambio e www.ef.com.br/epi.

Cenário

A estagnação não é novidade. Em 2015, a pontuação foi de 51,05 e o mesmo 41º lugar deste ano. A pequena evolução do Brasil em 2017 é “estatisticamente insignificante”, diz David Bish, diretor de gerência acadêmica da EF. Para ele, a principal medida a ser feita para mudar o cenário é dar suporte educacional aos professores da língua no País. “Isso passa por tecnologia, com o acesso à mídia em inglês, como vídeos no YouTube, por exemplo, boa implementação das mudanças da reforma curricular. Se eles forem capacitados e oferecerem ferramentas aos estudantes, isso é muito poderoso.”

Entre as Unidades da Federação, o Distrito Federal alcançou o melhor índice, ficando com 53,73 – nível moderado. É acompanhado na faixa pelos Estados do Sul e São Paulo. O nível do DF é próximo ao resultado da Itália na lista mundial. Já o do Mato Grosso, último entre as unidades com amostragem o suficiente para figurar na lista, é de 45,40, próximo ao de El Salvador, que figura na faixa “muito baixa” de nível de proficiência. São Paulo, com 52,89, tem índice comparável ao de Costa Rica.

Em nível municipal, nove municípios tiveram avaliações o suficiente para entrar na lista de maneira individual. Brasília, Campinas (SP), Curitiba (PR), São Paulo, São José dos Campos (SP) e Recife (PE) estão na faixa moderada. Rio, Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA) têm média baixa.

Luciano Timm destaca que algumas medidas capazes de levar a avanços já têm sido implementadas em âmbito local, como o ensino à distância oferecido pelo governo do Amazonas para alcançar populações com limitações geográficas e a oferta de banda larga nas escolas públicas, como a prometida recentemente pelo governo Alckmin em São Paulo. “Por que não fazer a mesma coisa em âmbito nacional?”, pergunta Timm.

Governo 

Face ao baixo nível de inglês dos intercambistas do programa federal Ciência Sem Fronteiras, o governo iniciou, em 2013, ao programa Inglês Sem Fronteiras, ampliando-o no ano seguinte para Idioma Sem Fronteiras, oferecendo cursos em seis idiomas.

Segundo o Ministério da Educação, o número de alunos atendidos na turmas presenciais do programa foi de 23.636 em 2015 para 21.687, uma queda de 8%. O teste Toefl de proficiência em inglês foi aplicado pelo programa 342.158 vezes no período, com 44,5% dos aplicantes atingindo a nota A2, a segunda mais alta.

tags: Brasil

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