Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de agosto de 2015
O governo brasileiro negou ontem que militares nacionais tenham invadido o território paraguaio durante atividades da Operação Ágata, que tem como objetivo reprimir delitos na fronteira entre os dois países. O Paraguai fez um protesto formal contra o Brasil alegando invasão de soberania do país.
Na sexta-feira, o embaixador brasileiro em Assunção, José Felício, foi convocado para ouvir as queixas do governo do país vizinho. O Ministério da Defesa informou ontem que todas as ações referentes à operação foram realizadas do lado brasileiro e que não houve incursão do lado paraguaio.
A reclamação dos vizinhos se refere a dois episódios. Na noite da terça-feira, segundo o governo brasileiro, três barcos de contrabandistas foram apreendidos no rio Paraná, do lado brasileiro. No momento em que as embarcações eram rebocadas, uma lancha do Exército foi atacada e houve tiroteio. Os militares não foram feridos e saíram atrás dos atiradores, que não foram encontrados.
O jornal paraguaio ABC Color, ao tratar do mesmo episódio, disse que eram seis embarcações, que estavam a 100 metros da costa paraguaia, na altura da cidade de Salto del Guairá, que faz fronteira com os municípios brasileiros de Mundo Novo (MS) e Guaíra (PR). No dia seguinte, conforme o mesmo jornal, o confronto foi entre militares dos dois países.
Inquérito
O Ministério da Defesa informou que o comando da Operação Ágata desconhece esse incidente, e que nenhum militar brasileiro participou de qualquer atividade contra o exército vizinho. O embaixador do Brasil no Paraguai já informou ao governo da nação vizinha que, mesmo assim, foi aberto um inquérito para apurar as ocorrências. (Folhapress)
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