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Economia O Brasil pode fechar o ano perdendo menos empregos que em 2015 e 2016

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Em evento, Guedes defendeu desoneração da folha.

Foto: Marcos Corrêa/PR
Em evento, Guedes defendeu desoneração da folha. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

A geração de empregos no segundo semestre pode fazer o País fechar 2020 perdendo menos postos de trabalho que na recessão de 2015 e 2016, disse nesta quinta-feira (19) o ministro da Economia, Paulo Guedes. O ministro voltou a defender a desoneração da folha de pagamentos e criticou o Congresso Nacional por interditar o debate sobre o tema.

“Na maior crise global, nós podemos terminar o ano com um terço ou um quarto dos empregos que foram perdidos na recessão autoimposta [de 2015 e 2016”, declarou Guedes, durante o 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada promovido pela Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar).

De acordo com Guedes, o Brasil pode terminar o ano com o fechamento de cerca de 300 mil postos de trabalho. De janeiro a setembro, segundo os dados mais recentes do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o País tinha eliminado 558,6 mil vagas, contra saldo negativo de 1.144 milhão registrado de janeiro a maio.

Desoneração

No evento, o ministro voltou a defender a desoneração da folha para todos os setores da economia, mas sem especificar de onde sairia a receita para cobrir o benefício. “Estamos convencidos do problema de desoneração da folha. Precisamos remover esse problema que é a cobrança de impostos sobre a folha. Esse imposto é um desastre. Colocou 40 milhões de brasileiros fora do mercado formal e prejudica a arrecadação para a Previdência”, afirmou Guedes.

Por diversas vezes, o ministro defendeu a criação de um imposto sobre transações digitais para cobrir a perda de arrecadação com a desoneração da folha.

Apesar de o governo ainda não ter enviado a proposta ao Congresso, Guedes criticou os deputados por não levarem adiante o debate. “A Câmara interditou esse debate. Ora, um governo eleito quer fazer uma reforma e não consegue, vamos cuidar das outras, os gastos, as despesas, começamos pela Previdência, depois os juros da dívida”, declarou.

Segunda onda de Covid

Sobre o ressurgimento de casos de Covid-19 no País, Guedes disse que o fenômeno está restrito a algumas regiões e não é geral. “Se a doença vier, estamos numa outra dimensão, sabemos como agir, mas não é nosso plano”, ponderou o ministro.

Ele reiterou que a equipe econômica está concentrada em prosseguir com as reformas estruturais, como a tributária e a administrativa, e em preservar o teto de gastos, sem recorrer a programas populistas.

Números

A pandemia de coronavírus já provocou a infecção de 5.981.767 pessoas no Brasil desde o seu início, segundo o Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (19). Nas últimas 24 horas, foram registrados 35.918 novos diagnósticos positivos para Covid-19. Desde o início da pandemia 168.061 pessoas morreram. Entre quarta e esta quinta, foram identificadas 606 novas mortes.

Os Estados com mais mortes pela Covid-19 são São Paulo (41.074), Rio de Janeiro (21.806), Minas Gerais (9.648), Ceará (9.467) e Pernambuco (8.890). As Unidades da Federação com menos óbitos pela doença são Acre (710), Roraima (711), Amapá (785), Tocantins (1.146) e Rondônia (1.513). Após vários dias com menos mortes, Roraima ultrapassou o Acre, que passou a ser a Unidade da Federação com menos vidas perdidas para a pandemia.

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