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Economia Brasil tem 76,6 milhões de contribuintes filiados à Previdência Social

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Em 2024, mais 1,6 milhão de pessoas físicas passaram a contribuir, totalizando 62,2 milhões de segurados. (Foto: ABr)

O Ministério da Previdência Social divulgou, nessa semana, o Anuário Estatístico da Previdência Social (AEPS) 2024. Segundo a coletânea de dados sobre o Regime Geral de Previdência Social (RGPS, leia-se INSS), o Brasil fechou o ano passado com 76,6 milhões de contribuintes — um crescimento de 7,4% nos últimos dez anos.

No entanto, considerando a média mensal de contribuintes ativos (pessoas físicas) — ou seja, o total de contribuições realizadas no ano dividido por 12 —, o RGPS registrou 62,2 milhões de trabalhadores recolhendo para a Previdência Social. O número é um pouco menor porque nem todos estão com as contribuições em dia, embora continuem filiados ao regime. Neste caso, o crescimento da base foi de 1,6 milhão de pessoas em 2024, na comparação com 2023.

O relatório aponta que as mulheres têm ampliado sua presença entre os segurados. Elas representam 46,7% dos contribuintes, enquanto os homens correspondem a 53,3%. No entanto, o ritmo de crescimento feminino foi mais acelerado: alta de 11,3% em dez anos, contra 4,6% entre os homens.

Em 2024, a quantidade de benefícios concedidos pelo INSS também alcançou um recorde: 6,9 milhões, o que representou um crescimento de 33,1% nos últimos dez anos. Foi o maior número de benefícios concedidos em um único ano pelo instituto.

O coordenador-geral de Estatísticas e Estudos Previdenciários do Ministério da Previdência Social, Alexandre Zioli, destacou a importância do levantamento. “O AEPS permite à população conhecer, mensurar e avaliar as interações que acontecem entre a Previdência Social e a sociedade, tais como proteção social, mercado de trabalho, demografia e finanças públicas”, afirmou.

Concessões

O INSS concedeu 6,9 milhões de benefícios em 2024, o maior número já registrado. Esse volume representa um aumento de 33,1% na comparação com 2014. O desempenho foi impulsionado pelo Programa de Enfrentamento da Fila da Previdência Social (PEFPS), que vigorou até dezembro de 2024, e pela implantação do AtestMed, sistema que permite o reconhecimento de benefícios por incapacidade temporária mediante análise documental de atestados médicos, sem necessidade de perícia presencial.

Essa inovação reduziu o tempo de espera e aumentou a agilidade nas concessões. Cada período de afastamento é considerado um benefício separado, sem prorrogação, o que também contribuiu para o crescimento dos números.

A emissão líquida de benefícios do RGPS alcançou R$ 785,6 milhões em 2024, um avanço de 8,4% em relação a 2023. O valor equivale a 6,69% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, demonstrando o impacto econômico da Previdência Social no país.

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