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Geral Brasil tem quatro variantes da covid-19 em circulação, diz Ministério da Saúde

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Dessas, duas são classificadas como de interesse e as outras duas estão sob alerta de monitoramento da Organização Mundial da Saúde (OMS). (Foto: Reprodução)

Quatro variantes da covid-19 estão em circulação no Brasil, informou o Ministério da Saúde ao Valor. Dessas, duas são classificadas como de interesse e as outras duas estão sob alerta de monitoramento da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Conforme informado pelo Ministério da Saúde, as variantes em circulação são: predominantemente a Stratus (XFG e a subvariante XFG.3.4.1), e, em menor frequência, as variantes JN.1 e LP.8.1. A subvariante Cicada (BA.3.2, derivada da Ômicron), que já circula em 23 países, não teve nenhum caso registrado no Brasil até a última terça-feira (7).

Segundo a pasta, as vacinas ofertadas pelo SUS “são atualizadas em relação às cepas em circulação no país e protegem contra casos graves e óbitos pela doença”. Neste ano até agora, foram registrados 60 mil casos de síndrome gripal por covid-19 no país (cerca de 0,32% dos casos testados), de acordo com o Informe Vigilância das Síndromes Gripais mais recente.

Desde o surgimento do vírus SARS-CoV-2, que originou a pandemia em 2020, milhares de variantes e subvariantes foram identificadas globalmente, já que é normal que um vírus sofra mutações ao longo do tempo. Essas pequenas alterações fazem parte da linha de evolução do vírus para se manter em circulação.

“A maioria dessas mutações tem pouco ou nenhum impacto nas propriedades do vírus. No entanto, algumas alterações podem afetar propriedades como a facilidade de transmissão, a gravidade da doença associada ou o desempenho de vacinas, medicamentos, ferramentas de diagnóstico ou outras medidas de saúde pública e sociais”, explica a Organização Mundial da Saúde (OMS) em sua página dedicada às variantes.

Para rastrear as variantes e acompanhar a transmissão pelo mundo, a OMS tem três classificações:

– Variante sob monitoramento (VUM, na sigla em inglês), para sinalizar às autoridades de saúde pública que a cepa pode exigir atenção e monitoramento prioritários;

– Variante de interesse (VOI), para cepas com alterações que afetam o comportamento do vírus ou seu potencial impacto na saúde humana, como capacidade de disseminação, de causar doenças graves ou a facilidade com que pode ser detectada ou tratada;

– Variante de preocupação (VOC) é para cepas de interesse que também atende a pelo menos um dos seguintes critérios: tem sintomas mais graves, mais contagiosa e/ou mais resistente às vacinas disponíveis.

Não são todos os casos de covid-19 que são monitorados pela vigilância genômica e têm, portanto, a linhagem classificada. As informações são do jornal Valor Econômico.

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