Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de maio de 2021
O Brasil registrou em abril superávit em transações correntes de 5,663 bilhões de dólares, de acordo com dados informados pelo BC (Banco Central) nesta quarta-feira (26). Após esse resultado, o déficit em 12 meses chegou a 0,84% do PIB (Produto Interno Bruto), ante 1,23% do PIB em março.
O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters com analistas de superávit de 6,2 bilhões de dólares em abril. Os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram 3,544 bilhões de dólares, também abaixo da expectativa, que era de 5 bilhões de dólares.
Já os investimentos em portfólio no país, que em março tinham caído após nove meses seguidos de alta, voltaram a ter ingressos líquidos, de 2,8 bilhões de dólares. Desse total, 1,6 bilhão de dólares correspondeu a investimentos em ações de fundos de investimento e 1,2 bilhão de dólares, em títulos de dívida. Em 12 meses, esses fluxos estão positivos em 33,7 bilhões de dólares.
Na comparação com abril do ano passado, quando as contas externas tiveram um superávit de 199 milhões de dólares, o superávit comercial aumentou 4,3 bilhões de dólares, somando o valor recorde de 9,1 bilhões de dólares. Já o déficit da conta de serviços aumentou cerca de 200 milhões de dólares, a 1,3 bilhão de dólares.
Para o mês de maio, o BC projetou um superávit em transações correntes de 3,6 bilhões de dólares e IDP de 2,3 bilhões de dólares. Até o dia 21 deste mês, o fluxo cambial ficou negativo em 1,117 bilhão de dólares, disse ainda o BC.
Cheque especial
Em quase um ano e meio em vigor, a regra que limitou em 8% ao mês (151,8% ao ano) os juros do cheque especial fez as pessoas físicas economizarem mais de R$ 10 bilhões. A estimativa consta de relatório publicado nesta quarta-feira (26) pelo BC.
Segundo a análise do BC, o volume de concessões do cheque especial caiu no ano passado, após a entrada em vigor dos novos limites, em janeiro de 2020. No entanto, essa queda, informou a autoridade monetária, ocorreu por causa do pagamento do auxílio emergencial, que diminuiu a demanda por essa modalidade de crédito.
No fim das contas, o BC avalia que a imposição de um teto para os juros do cheque especial melhorou a situação do consumidor. “A queda na taxa de juros e os indícios de que não houve restrição na oferta do produto indicam aumento de bem-estar do consumidor, sem perda de eficiência econômica. Conclui-se assim que a política de limitação de juros atingiu os efeitos esperados”, destacou o relatório. As informações são da agência de notícias Reuters e da Agência Brasil.
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