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Variedades Brasileiro Adriano Goldman ganha Emmy por fotografia de “The Crown”

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Adriano Goldman em atuação: prêmio por episódio na série "The Crown". (Foto: Divulgação)

“The Crown”, a série de drama que conta a história da rainha Elizabeth II e que saiu como a grande vencedora do Emmy 2021, tem a participação de um brasileiro na conquista desse marco. O paulistano Adriano Goldman recebeu o prêmio de melhor fotografia pelo episódio “Fairytale”, o terceiro da quarta temporada, que foca na ida de Diana para o Palácio de Buckingham após o noivado com o príncipe Charles. O mesmo episódio também ganhou o prêmio de melhor edição, para Yan Miles.

Esse é o segundo Emmy da carreira do brasileiro, que levou uma estatueta em 2018 pela fotografia de um outro episódio de “The Crown”. Ele havia sido indicado em 2017 e 2020 também pela produção da Netflix.

“Apesar da riqueza dos cenários e do assunto tratado, sempre tivemos a intenção de apresentar uma linguagem que fizesse aquele universo parecesse mais real, mais acessível. O estilo de atuação também contribui muito para isso, fazendo com que a rainha pareça uma pessoa de verdade”, disse Adriano, em entrevista ao jornal O Globo em 2016.

No cinema, Adriano foi diretor de fotografia dos filmes “Gully” (de 2019), “Dark river” (de 2017), “Pegando fogo” (de 2015, com Bradley Cooper e Omar Sy), “Álbum de família” (de 2013, com Meryl Streep e Julia Roberts), “Sem proteção” (de 2012, com Robert Redford), “Xingu” (2011), entre outros.

O início

O primeiro emprego como cameraman foi dado a Adriano pelo cineasta Fernando Meirelles, na época dono da Olhar Eletrônico (embrião da atual produtora de Meirelles, O2 Filmes).

“Conheci o Adriano quando ele tinha 16 anos, ao vê-lo sentado por cerca de seis horas na recepção da Olhar Eletrônico, porque queria fazer parte da equipe. Voltou no dia seguinte. Voltou outras vezes até que, um dia, sem perceber, já estava incorporado ao time”, lembrou Meirelles em 2016.

O desejo de trabalhar com cinema veio ainda na infância. Goldman se recorda de, aos 10 anos, ter assistido aos documentários do oceanógrafo Jacques Cousteau e ficar fascinado ao realizar que existia uma pessoa por trás da câmera. Na adolescência, já cinéfilo, o fotógrafo conta que chegava a assistir a até quatro filmes por dia. Acabou passando no vestibular para Jornalismo na PUC de São Paulo, curso que frequentou por três anos e largou assim que começou a estagiar no programa jornalístico “TV Mix”, da extinta TV Abril.

“O Adriano tem uma formação muito sólida, é altamente técnico, mas ao mesmo tempo sensível. Vê-lo no comando de sua equipe é um prazer. Tem autoridade mas é parceiro e amigo. Divide decisões e conta com a expertise de todos ao redor. Inspira confiança”, diz Meirelles.

Quando uma das produtoras americanas de “O jardineiro fiel” (2005), de Meirelles, perguntou ao diretor brasileiro se indicaria alguém para fazer a fotografia de um novo longa filmado no México, ele sugeriu o nome de Adriano Goldman. O filme era “Sin nombre”.

“Sou filho da Olhar Eletrônico e da O2. Foi onde aprendi a trabalhar”, afirma Goldman, que assinou pela primeira vez a direção de fotografia de um longa em “Surf adventures” (2002), de Arthur Fontes.

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