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Ciência Após a terceira viagem de turistas espaciais bem-sucedida, mercado de passagens e até de filmagem nas estrelas já se forma

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Voos de civis e produções cinematográficas já têm data marcada fora da Terra. (Foto: Divulgação)

A segunda era espacial começou. É o que anunciou Todd Ericson, diretor da missão Inspiration4, da SpaceX, em uma coletiva de imprensa após o retorno bem sucedido dos tripulantes à Terra. Os quatro turistas espaciais foram os primeiros sem formação de astronauta a orbitar o planeta por três dias.

“Bem-vindos à segunda era espacial”, disse ele. Agora, “as viagens espaciais serão muito mais acessíveis aos homens e mulheres comuns”, acrescentou.

Para o ex-piloto de testes da Força Aérea Americana, está consolidado o início da fase em que o espaço deixa de ser apenas para estados-nação e passa a estar sob o alcance de empresas e indivíduos comuns.

Se o primeiro estágio dessa fase pôde ser inaugurado pelos bilionários Jeff Bezos (Blue Origin), Richard Branson (Virgin Galactic) e Jared Isaacman (SpaceX, de Elon Musk) agora é a vez de novos negócios ganharem tração.

Após a jornada em órbita da SpaceX, voos de civis e produções cinematográficas já têm data marcada fora da Terra.

Filmes gravados no espaço

Filmes que encenam a vida no espaço já não precisarão mais de tantos efeitos criados por meio de computadores. Duas produções audiovisuais devem ser gravadas fora da Terra nos próximos meses.

A primeira delas deverá ser um filme do diretor russo Klim Shipenko. A agência espacial russa Roscosmos, em parceria com a emissora pública Channel One, planeja gravar o conteúdo a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) em outubro.

Uma equipe russa de dois cosmonautas e dois profissionais de cinema deverão decolar no dia 5 de outubro, e a missão deve durar cerca de 12 dias.

“Este filme é construído em torno da história de uma pessoa comum. Um médico que não tinha nada a ver com a exploração espacial e nunca pensou sobre isso é oferecido para viajar para a ISS e salvar a vida de um cosmonauta”, disse o diretor do filme, em entrevista coletiva antes da partida da tripulação para o cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

A atriz principal Yulia Peresild disse que aprendeu a ser sua própria maquiadora e figurinista. “Não estará no mesmo nível que na Terra, mas faremos o nosso melhor. Estamos prontos para isso”, disse ela.

Se confirmado, será o primeiro filme da história a ter gravações diretamente do espaço, colocando os russos à frente de seus colegas americanos.

Turismo espacial

Além da indústria audiovisual, o mercado do turismo espacial já está com a agenda cheia. A Virgin Galactic, empresa de Richard Branson, já vendeu 600 ingressos. E celebridades como Lady Gaga, Justin Bieber e Tom Hanks já garantiram seus assentos.

Antes do voo inaugural de Branson, as passagens eram vendidas por preço entre US$ 200 mil e US$ 250 mil. Depois do sucesso, a empresa anunciou que reabriria as vendas com custo a partir de US$ 450 mil pessoa. O empresário espera começar a realizar voos suborbitais comerciais tripulados no ano que vem.

“Estamos aqui para tornar o espaço mais acessível a todos. Queremos transformar a próxima geração de sonhadores nos astronautas de hoje e de amanhã”, disse Branson após seu voo.

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