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Futebol Brexit: Saída do Reino Unido da União Europeia pode afetar futebol

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Premier League teme que Brexit prejudique status do torneio e faça os clubes terem dificuldades nas competições europeias.

Foto: Divulgação/Liverpool
Premier League teme que Brexit prejudique status do torneio e faça os clubes terem dificuldades nas competições europeias. (Foto: Divulgação/Liverpool)

O Reino Unido, ao deixar a UE (União Europeia) nesta sexta-feira (31), após três anos e meio de debates, pode impor, além das mudanças sociais, econômicas e políticas, alterações também no meio esportivo, principalmente no futebol.

Atualmente, o Campeonato Inglês é a liga de futebol mais rica do planeta e uma das mais competitivas. A Premier League, que comanda a principal divisão do país, teme que o Brexit possa prejudicar o status do torneio e fazer os clubes britânicos terem dificuldades em ser competitivos nas competições europeias, como a Liga dos Campeões.

Por outro lado, a The Football Association (FA), que rege o futebol na Inglaterra, acredita que o divórcio do Reino Unido com a UE aumentará o número de jogadores ingleses na Premier League, elevando as chances de revelar bons jovens atletas para a seleção do país.

O Liverpool, atual líder da Premier League, entrou em campo nesta quarta-feira (29) para enfrentar o West Ham e venceu o rival londrino por 2 a 0. Entre os 11 titulares, as duas equipes iniciaram o confronto com apenas quatro atletas ingleses.

Na rodada passada do torneio, as equipes do Manchester City (Raheem Sterling), do Arsenal (Bukayo Saka) e do Wolverhampton (Conor Coady) entraram em campo com apenas um atleta inglês entre os titulares. Após o Brexit, os clubes ingleses não deverão poder contratar atletas com menos de 18 anos de países da UE. Antes do divórcio, a regra permitiu, por exemplo, que o francês Paul Pogba, do Manchester United, assinasse pela primeira vez com os Red Devils aos 16 anos de idade.

Apesar de ainda não ter um acordo entre o governo britânico, a FA e a Premier League, os cidadãos europeus deverão necessitar de um visto para trabalhar no Reino Unido, bem como os atletas que não nasceram na Europa.

Uma das propostas da FA é que o processo de documentação de jogadores não comunitários sejam mais simples. Além disso, a entidade quer que os times ingleses tenham no máximo 13 jogadores – atualmente são 17 – criados no exterior em equipes de 25 atletas. “Concordamos com a FA que nenhuma parte do Brexit deve prejudicar as perspectivas da equipe inglesa ou o sucesso da Premier League. Estamos discutindo essa questão com a FA e continuaremos trabalhando juntos para alcançar um resultado que aprimore o apelo da Premier League, garantindo ao mesmo tempo que os melhores talentos locais continuem a prosperar e melhorar”, disse um porta-voz da Premier League, citado pelo jornal “Daily Mail”.

A impossibilidade de trazer atletas de menos de 18 anos faz a principal divisão da Inglaterra acreditar que deixará o campeonato mais fraco. As novas regras, que deverão afetar o futebol do país somente a partir de 2021, facilitaria jovens promessas a irem para clubes de outras nações.

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