Quarta-feira, 10 de junho de 2026

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Armando Burd Briga antiga

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“Quem ouviu aquela gravação sabe que a prova é imprestável", disse Jefferson. (Foto: Divulgação)

Em junho vão se completar 12 anos da denúncia de Roberto Jefferson: José Dirceu era um dos comandantes do mensalão. Desde então, não sentam na mesma mesa para um cafezinho. Com a liberação de Dirceu, Jefferson atacou ontem em seu blog. Um trecho: “Os procuradores da Lava Jato e o juiz Sérgio Moro sabem que uma guinada à esquerda, como a defendida por Zé Dirceu, fará deles alvo de violentas perseguições. Os bolivarianos cooptaram juízes e militares na Venezuela. No Brasil, essas instituições não permeadas derrotaram os socialisteiros. Mas a esquerda brasileira não desistirá. Infelizmente, a democracia trata com generosidade e leniência seus adversários. Já os bolivarianos tratam com bestialidade os democratas”.

Passado condena

O caos no Rio de Janeiro tem causas bem claras. Uma delas: todas as lideranças que comandaram o Estado nos últimos 20 anos estão envolvidas em denúncias de corrupção ou crime eleitoral. A população paga a conta e os serviços públicos vivem em situação de falência.

Defesa da reforma

O economista Delfim Netto foi ministro prestigiado durante o regime militar. Depois, saltou para o PMDB. No governo Lula, tornou-se, surpreendentemente,  conselheiro muito ouvido. Esta semana, Delfim falou a empresários paulistas: “O Brasil começou a entender que consome demais. E quando falo em consumo, não é o consumo do dia a dia, do pão e do arroz com feijão. São despesas com funcionalismo, e aí não sobra nada para investir na saúde e na educação. A reforma da Previdência corrige itens que precisam ser ajustados com o fundamento de que, daqui a 20 anos, todos estejam contribuindo da mesma forma. As objeções decorrem por uma paixão ideológica contra o governo Temer, por interesses pessoais de grupos que se privilegiam com o atual sistema ou por ignorância dos fatos. Não há perda de direitos dos trabalhadores quando estes foram mal adquiridos”.

Silêncio e conivência

Completa-se hoje uma semana da greve que acabou em baderna, sem que as lideranças sindicais tenham manifestado se apoiavam ou não o vandalismo. Esses não querem nada além do que vomitar violência, depredando bens públicos e privados, inclusive queimando ônibus como se fossem fogueira de festa junina.

Provocadores

A propósito do vandalismo, cabe lembrar trecho de artigo de Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda: “Não se pode termanifestação sem itinerário, sem segurança que elimine os provocadores, sem respeito à liberdade e propriedade alheia. Na falta disso, cai-se no ‘espontaneismo’. Na Espanha, espontâneo é aquele entusiasta de tourada que salta na arena para tourear com o paletó. Quase sempre acaba em tragédia e chifrada.

Riscos no ar e na terra

O grupo de acrobatas alemães Zugspitz Artisten apresentou-se em Porto Alegre na primeira semana de maio de 1957. Equilibravam-se sobre fios estendidos na avenida Borges de Medeiros entre os edifícios do cinema Victoria e o Fronteira. Muitos dos que olhavam para o alto retiravam-se antes do final, temendo acidente. Hoje, arriscado é andar naquele trecho, não nas alturas, mas a pé por causa da onda de assaltos.

Esta é para rir

A política reserva alguns momentos para o humor: o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, cria comissão que vai propor a  ampliação dos atuais mandatos.

Tom idêntico

Não há governo estadual que não interprete a mesma partitura. Chama-se Samba de Uma Meta Só. Resume-se a cortar despesas.

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