Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de novembro de 2023
A Caixa Econômica Federal informou que Júlio Volpp foi destituído do cargo de vice-presidente de Rede de Varejo. Trata-se da primeira saída de um membro da cúpula do banco público na gestão de Carlos Antônio Vieira, que assumiu a presidência da Caixa no início deste mês, após a demissão de Rita Serrano – que perdeu o cargo em um movimento do presidente Lula para ceder mais poder ao Centrão em troca de apoio parlamentar. Vieira chegou ao cargo apadrinhado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), após meses de negociações com o governo Lula.
Funcionário do banco há mais de duas décadas, Júlio Volpp ocupava o cargo desde o ano passado, quando a presidente da Caixa era Daniella Marques. Neste ano, com a troca de governo e de gestão, ele foi mantido no posto pela ex-presidente Rita Serrano, ainda que sob protestos internos diante do fato de ele ter ocupado um posto de dirigente durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
“A Caixa agradece as contribuições, profissionalismo e dedicação, desejando-lhe sucesso nos novos desafios”, diz o banco público em comunicado ao mercado. Enquanto a seleção do novo vice acontece, a área será comandada interinamente pelo diretor de Governança, Estratégia e Marketing, Adriano Assis Matias.
A expectativa é de que praticamente todos os vice-presidentes da Caixa sejam trocados, à exceção da vice de Habitação, Inês Magalhães, que tem maior trânsito político e ligações com o PT. Publicamente, Vieira tem feito deferências a Serrano e à equipe que trabalhou com ela, afirmando que ela e seus vices ajudaram a recuperar os resultados e a posição da Caixa na economia do País.
Diálogo
Carlos Antônio Vieira Fernandes tomou posse na presidência do banco no último dia 9. Em seu discurso, Vieira pregou o diálogo do banco público com parlamentares e exaltou os resultados econômicos do governo. “O diálogo ocorrido entre Legislativo e Executivo é para o bem do Brasil”, afirmou.
O presidente da Caixa também disse que Lula pediu a ele que “gere governança” no banco público e colha resultados para os mais necessitados. “Essa será a minha interferência na sua gestão”, disse o petista, de acordo com Vieira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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