Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de julho de 2021
Pelo novo texto, a regra vale para todas as esferas da administração pública e todos os Poderes, incluindo magistrados e militares.
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos DeputadosA Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (13), em votação simbólica, projeto que impõe barreiras ao pagamento de supersalários no funcionalismo público. O texto, que agora volta ao Senado, é considerado uma importante limitação a uma série de privilégios considerados incompatíveis com a realidade da grande maioria dos trabalhadores do País.
Hoje, embora exista um teto remuneratório equivalente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal, de R$ 39,2 mil, é comum que indenizações, extras, benefícios e retroativos façam com que os ganhos mensais ultrapassem esse valor.
Para o relator da proposta, deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR), o projeto combate os abusos contra os cofres públicos.
“Quem é que admite privilégios? Não é o funcionalismo público. São grupos que atuam no serviço público e que tiram proveitos daquilo que a Constituição deixava como margem porque não havia sido regulamentado até agora por lei”, disse Bueno.
Na prática, o projeto regula o que deve e não deve ser considerado para efeitos do abate-teto, ou seja, para que sejam ou não limitados. Entre as remunerações que passarão a ser consideradas para cálculo do teto, estão os jetons pagos a ministros e servidores que participam de conselhos de empresa pública. Hoje, o pagamento devido por participação deles em reuniões soma-se integralmente aos salários.
Pelo novo texto, a regra vale para todas as esferas da administração pública e todos os Poderes, incluindo magistrados e militares. A matéria apresenta uma lista do que pode ser classificado como verba indenizatória e pode ser paga sem observância do limite remuneratório. O que estiver fora dessa lista, como o auxílio-paletó ou natalidade, estará fora da lei.
De acordo com os deputados, a economia estimada com a sanção do projeto é superior a R$ 3 bilhões por ano.
O que muda nos supersalários
Como é o teto salarial é hoje?
A Constituição determina um limite para o pagamento de salários no serviço público. Em âmbito federal esse teto é R$ 39,2 mil. Porém, os critérios de pagamento hoje se encontram dispersos, dando margem a “penduricalhos”.
O que muda com o projeto?
O PL unifica o entendimento do que entra e o que sai do teto do serviço público, baseado no que manda a Constituição:
“Art. 37 – § 11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei.”
Para cumprir essa finalidade, são identificadas parcelas que, por serem classificadas como indenizatórias, poderão ser pagas sem observância do limite remuneratório. Fora dessa lista, será aplicado o corte. A economia com essa medida ultrapassa R$ 3 bilhões/ano.
O que o PL faz?
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Quem vai estragar , e quem sempre estraga , será o STF….!!
Só esperando para ver no que vai dar.
A meu ver, pessimista ou não, duvido que aconteça. Se for aprovado certamente será como uma colcha de crochê, cheia de furos.
Me chama a atenção q os projetos q acabam com privilégios nunca são elaborados por partidos de esquerda, tipo PT e PSOL entre outros. Não é de admirar q até tenham votado contra.
Tem que começar pelo STF, Judiciário, Câmara e Senado, pois são aí que estão os SUPER SALÁRIOS,
Já é alguma coisa, precisa eliminar assessores de parlamentar, teriam que ser concursados
Dúvido vingar, aqui é a antesala do inferno.
ate q um dia. parabéns pela iniciativa
Milagre, mas o STF vai derrubar, afinal vivemos num sistema feudal.
Quando vão barrar os supersalários dos políticos e governantes ? Como se o problema fosse do funcionalismo!
Só pra aparentar para a opinião pública, enquanto não mecherem no próprio bolso não é sério.
É impressionante a sua burrice, desinformação e adoração pelo que não presta, , contando com os 11 urubus do STF, cada um deles tem 200 funcionários ( assessores, copeiros, garçons, motoristas, etc…)), ganhando altíssimos salários, o mesmo na Câmara e Senado, quero ver se vão cortar nestes setores????, antes de publicar se informe melhor e não diga bobagens!!
Os supersalários estão onde? Nas prefeituras das pequenas cidades? Não né. Agora recorrem ao STF para terem o “direito de ficar calado”. Ué? Agora o STF presta? O hospício foi dominado pelos internos.
..teto 39.200,00 e o trabalahador com 1.100,00,país que não tem condições de conter esses abusos soco nocauteador no trabalhador,país sem norte de meia boca..o câncer do país é Brasília….
STF irá barrar, certamente, pois nada lhes interessa, sendo bom para o Brasil. A casa adotou a oposição a Bolsonaro, custe o que custar ao Brasil.