Quinta-feira, 13 de agosto de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Câmara dos Deputados aprova projeto que reconhece calamidade pública no Rio Grande do Sul

Compartilhe esta notícia:

O estado de calamidade suspende regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Foto: Mauricio Tonetto/Palácio Piratini
O estado de calamidade suspende regras da Lei de Responsabilidade Fiscal. (Foto: Mauricio Tonetto/Palácio Piratini)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) projeto que reconhece situação de calamidade pública e isenta o Estado do Rio Grande do Sul e as cidades atingidas por fortes chuvas de restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O objetivo é direcionar mais recursos para os locais afetados, com a possibilidade de endividamento e concessão de benefícios fiscais e regras orçamentárias mais flexíveis.

Segundo o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 321/23, do Senado, esses entes federados terão regras fiscais flexibilizadas até 31 de dezembro de 2024 para ajudar no enfrentamento da situação, que envolve custos imprevistos.

Assim, haverá a suspensão da contagem dos prazos para reconduzir, se for o caso, as despesas com pessoal e a dívida consolidada aos limites da lei; a dispensa do atingimento de resultados fiscais e da limitação de empenho; a dispensa dos limites, condições e restrições para contratação de operações de crédito ou garantias e para o recebimento de transferências voluntárias.

A proposta será promulgada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para entrar em vigor.

Como o estado de calamidade vai até dezembro de 2024, ano de eleições municipais, as prefeituras poderão criar despesas que não poderão ser finalizadas dentro do próprio mandato ou sem que haja disponibilidade de caixa suficiente para isso. Nas situações normais, isso é proibido.

Renúncia de receita

Desde que os recursos sejam destinados ao combate à calamidade pública, esses entes federados poderão criar despesa obrigatória de caráter continuado, aumentar renúncia de receita ou criar aumento de despesa sem as condições e vedações impostas pela LRF.

Resposta rápida

O deputado Daniel Trzeciak (PSDB-RS) destacou a enorme destruição causada pelas chuvas. “Precisamos dar uma resposta urgente às milhares de famílias atingidas por esta tragédia, especialmente hoje, quando se comemora o Dia do Gaúcho”, disse.

Daniel Trzeciak leu em Plenário o parecer do relator do projeto, deputado Lucas Redecker (PSDB-RS), que foi favorável à medida.

Para o deputado Bibo Nunes (PL-RS), a proposta auxilia os municípios atingidos. “Precisamos dessa medida com urgência. A tragédia não espera e temos que responder com a mesma velocidade”, disse.

A 2ª vice-presidente da Câmara, deputada Maria do Rosário (PT-RS), afirmou que a proposta é o reconhecimento pelo Congresso da situação difícil vivida pelos municípios gaúchos. Ela criticou, no entanto, a dispensa dos gastos obrigatórios com saúde e educação. “Não há escola ou hospital que tenha ficado em condições de atendimento”, alertou.

Calamidade pública

O estado de calamidade suspende regras da Lei de Responsabilidade Fiscal e permite as seguintes ações: endividamento acima dos limites previstos na lei; dispensa de requisitos, como a comprovação de regularidade fiscal, para receber recursos de transferências voluntárias (convênios, acordos, ajustes); pagamento de ações de combate à calamidade pública com recursos vinculados a outras áreas; e concessão de incentivos fiscais e aumento de despesa para o combate à calamidade pública.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

2 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Maria Souza
21 de setembro de 2023 01:41

Não dependa mais de auxilios do governo para viver.
aqui no Brasil é assim, Ou você come ou paga as contas.
trabalhamos pra ganhar um misero salario minimo.
Vou deixar um link aqui ah baixo q vem me ajudando financeiramente,
na esperança de ajudar ah avcs tbm!

http://mon.net.br/1zecst

Genoveva Assis
21 de setembro de 2023 15:07

Servidor que desviou doações no alto Taquari deveria se condenado a pena capitL, EM PAÍSES SÉRIOS SAQUES EM CALAMIDADEE DESVIOS SÃO PUNIDOS COM O FUZILAMENTO

Discurso de Lula na ONU teve 3 figuras-chave e mudanças até a última hora
Bolsonaro tenta nova cartada para disputar eleições, após o Tribunal Superior Eleitoral torná-lo inelegível
Pode te interessar
2
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x