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Política Câmara dos Deputados avança com proposta de imprescritibilidade para estupro infantil

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Aprovada na CCJ, medida altera o artigo 5º da constituição federal para proteger dignidade e integridade sexual da criança

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça da Cidadania) da Câmara dos Deputados aprovou a constitucionalidade da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 21/25, que torna crimes sexuais cometidos contra menores de 12 anos de idade imprescritíveis. O projeto é de autoria da deputada Soraya Santos (PL-RJ).

Hoje, por exemplo, o crime de estupro de vulnerável prescreve em 20 anos. Entretanto, a contagem para prescrição começa apenas após a vítima completar 18 anos, exceto se a ação penal ter começado em data anterior.

Para justificar a medida, a relatora da proposta na comissão, deputada Julia Zanatta (PL-SC), apresentou um caso recente para ilustrar a importância da proposta. “Tivemos uma notícia muito triste vinda do Ceará, onde uma bebê de 10 meses morreu porque foi estuprada por dois homens, e me surpreende que o estupro contra vulneráveis não seja ainda imprescritível”, criticou a deputada.

Zanatta apresentou parecer favorável à medida, que acresenta um inciso ao artigo 5º da Constituição para tartar dos direitos e deveres individuais e coletivos.

“A proposta não suprime nem enfraquece qualquer direito fundamental; ao contrário, amplia a tutela de bem jurídico da mais alta hierarquia, a dignidade e a integridade sexual da criança”, avaliou. Agora, a proposta terá de ser analisada por uma comissão especial criada para esse fim antes de seguir para apreciação do Plenário, onde deve ser votada em dois turnos.

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1 Comentário
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Luis Henrique Silveira da Silva
18 de julho de 2026 18:11

Teria que mudar para qualquer crime , inclusive para crime de colarinho branco , como era chamado, sendo crime não pode prescrever jamais, crime é crime

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