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Economia Caminhoneiros pedem ao governo federal para estender a isenção de imposto sobre o diesel

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Atualmente, as alíquotas estão zeradas, conforme decreto 10.638/21. (Foto: Reprodução)

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) está pedindo ao governo federal que estenda a isenção do PIS/Cofins sobre o diesel. Em nota, a Abrava informou que o pedido foi feito ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e encaminhado ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

Atualmente, as alíquotas estão zeradas, conforme decreto 10.638/21. A isenção terminou na sexta-feira (30). “Ocorre que o tempo de duração do decreto não foi suficiente para minimizar os prejuízos arcados pelos caminhoneiros de todo o País com os consecutivos aumentos. Entendemos que no momento se faz necessário que o governo federal olhe para os caminhoneiros brasileiros que ainda sofrem com o impacto dos últimos aumentos de combustível feitos pela Petrobras”, disse na nota, o presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão.

Os caminhoneiros sugerem que, para manter o benefício à categoria, o governo retire os incentivos fiscais do setor de refrigerantes. “Com a alteração das alíquotas de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) no concentrado de refrigerantes de 4% para 8% da Zona Franca de Manaus que trarão um impacto aos cofres públicos de R$ 5 bilhões”, argumentou Chorão.

A Abrava disse que “acredita” e “aguarda” o atendimento do seu pedido pelo governo federal. “Uma vez que indicamos onde pode ser feita a contrapartida da manutenção do zeramento da alíquota dos impostos federais no diesel”, apontou Chorão.

Redução

A Petrobras reduziu os preços do diesel e gasolina nas refinarias em cerca de 2%. O reajuste é o primeiro desde a posse do novo presidente da empresa, Joaquim Silva e Luna.

Os preços médios do diesel para distribuidoras caíram R$ 0,06 por litro, para R$ 2,71, enquanto a gasolina recuou R$ 0,05 por litro, para R$ 2,59, detalhou a empresa. Em termos percentuais, o diesel caiu cerca de 2,17%, enquanto a gasolina reduziu quase 2%.

O reajuste vem já sob a gestão de Luna, que tomou posse em 19 de abril, depois de confirmação pelo conselho de administração. Ele foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o cargo após descontentamentos com a política de preços de combustíveis da administração anterior, comandada por Roberto Castello Branco.

O movimento dos preços foi na direção contrária do previsto pela corretora Ativa Investimentos, que disse que seu modelo indicava potencial alta da gasolina.

“Mesmo após a recente apreciação do real frente ao dólar, o melhor modelo de acompanhamento da defasagem no preço da gasolina da corretora Ativa Investimentos apresentou potencial elevação de 13%, motivado pela alta nos preços do petróleo internacional”, afirmou.

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