Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de novembro de 2015
Há vários tipos de câncer de pele, provocados de maneiras diferentes, através de exposição solar, produtos químicos ou radioterapia. Entretanto, um se destaca: o melanoma.
“O melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas da pele [câncer], sendo o tipo mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase [alastramento]”, diz o onco-hematologista Luís Fernando Pracchia.
Segundo ele, um dos principais mitos relacionados ao câncer de pele é que ele não é tão perigoso quanto os demais. “Como todo tumor, se não tratado adequadamente, pode trazer graves prejuízos à saúde e até mesmo levar à morte”, afirma.
O especialista reforça o fato de o câncer de pele poder se espalhar por outras partes do corpo, se não tratado. “Como todos os tumores malignos, ele pode evoluir com a infiltração de outros órgãos [metástases]”, diz.
É preciso conhecer bem o corpo. A regra é observar a evolução da sua pinta ao longo dos anos, se está crescendo, mudando de cor, sangrando ou simplesmente alterando o seu formato original. “Uma ferida que não cicatriza e uma lesão que sangra sem motivo devem sempre ser examinadas por um dermatologista”, garante Claudio Wulkan, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
De acordo com Wulkan, nos últimos anos, têm surgido novos medicamentos, muitos ainda em teste. “Por enquanto, eles têm seu uso restrito, como para alguns tipos de câncer de pele em áreas de localização não-operável ou para pacientes que não podem realizar cirurgias, como os muito idosos ou aqueles sem físico que suporte uma anestesia. Esses podem se beneficiar de uma nova medicação oral”, diz.
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