Domingo, 10 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de abril de 2026
Após 15 anos do diagnóstico de câncer no cérebro, o ídolo do basquete brasileiro Oscar Schmidt morreu nessa sexta-feira (17), aos 68 anos. Ele foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana do Parnaíba (SP), depois de um mal-estar.
Oscar chegou ao hospital já sem vida após sofrer uma parada cardiorrespiratória em sua residência, segundo a Prefeitura de Santana de Parnaíba (SP). Ele foi encaminhado ao hospital, mas deu entrada na unidade sem sinais vitais. A prefeitura informou que o ex-atleta já estava em parada cardiorrespiratória no momento do atendimento e não resistiu. O ex-atleta enfrentava problemas de saúde havia anos.
O primeiro deles foi o diagnóstico, ainda em 2011, de um tipo de câncer chamado glioma, localizado na parte frontal esquerda do cérebro. Na época, Schmidt realizou uma cirurgia para a retirada do tumor de grau 2, considerado baixo.
Em 2013, o ex-jogador iniciou uma nova luta contra a doença. Foi identificada a progressão do tumor para grau 3, exigindo uma nova operação e sessões de radioterapia.
Depois da nova cirurgia, ele iniciou um tratamento com quimioterapia, para controlar a doença e impedir o retorno dela.
Em 2022, 11 anos após o diagnóstico, Oscar afirmou estar curado e disse ter interrompido as sessões de quimioterapia.
Em uma entrevista, nesse mesmo ano, ele declarou ter parado o tratamento por conta própria.
“Eu fiz quimioterapia, que eu parei esse ano. Eu mesmo decidi parar. O doutor falou, há três anos, que estava pensando em parar com a quimioterapia. (…) Aí, continuamos mais dois anos e meio e eu parei no começo desse ano porque, se ele falou dois anos e meio atrás, significa que eu estou curado”, disse na época.
Segundo sua assessoria, o atleta era acompanhado por uma equipe médica e pelo mesmo oncologista desde 2013. Ele estava bem de saúde e era considerado curado da doença.
Depois da interrupção do tratamento, Oscar realizava um acompanhamento de rotina para monitorar seu estado de saúde.
Câncer no cérebro
Os tumores no cérebro resultam do desenvolvimento anormal de células, que crescem de maneira descontrolada e formam uma massa com nódulos.
Como no cérebro existem vários tipos de células – neurônios, células da glia (uma espécie de “armação” onde ficam os neurônios), células ependimais (que revestem internamente as cavidades do cérebro), células das meninges e das glândulas hipófise e pineal –, também há diferentes tipos de tumores no órgão.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) representa 1,4 a 1,8% de todos os tumores malignos no mundo. Cerca de 88% dos tumores de SNC são no cérebro.
A estimativa do instituto é que, até 2028, o Brasil registre cerca de 12 mil novos casos da doença.
Existem diversas causas que podem levar ao desenvolvimento da doença e, entre os fatores de risco, estão a exposição à radiação e a deficiência do sistema imunológico.
A detecção precoce ainda é a principal estratégia para aumentar a possibilidade de cura. Ela pode ser feita por meio de exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos.
Os médicos recomendam que a investigação seja realizada em caso de sintomas como:
– Perda de funções neurológicas;
– Dores de cabeça;
– Náuseas e vômitos;
– Convulsões;
– Dificuldades de equilíbrio;
– Visão turva;
– Mudanças de comportamento;
– Sonolência acentuada e coma.
“Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em alguns dias”, detalha o INCA.
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