Sexta-feira, 17 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 17 de abril de 2026
"Mão Santa" é considerado um dos melhores jogadores da história.
Foto: ReproduçãoO ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. A notícia repercutiu na imprensa estrangeira. Também conhecido como “Mão Santa”, Schmidt foi um dos principais responsáveis por popularizar o esporte no País e ganhou reconhecimento internacional. Em cinco participações olímpicas, tornou-se o maior cestinha da história dos Jogos.
Schmidt também é considerado um dos melhores jogadores da história e integra o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete e o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado oficialmente na liga americana. Veja a seguir como a notícia está sendo repercutida na imprensa internacional.
Clarín – Argentina
O jornal argentino Clarín disse que Schmidt é uma das maiores lendas do esporte. A reportagem destaca atuações nos Jogos Olímpicos e relembra partidas históricas.
“Com a seleção brasileira, a maior conquista foi a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, onde liderou a vitória por 120 a 115 sobre os Estados Unidos, na primeira derrota da equipe americana em casa nessa competição”, diz.
Associated Press – Estados Unidos
A agência de notícias Associated Press destacou que Schmidt era conhecido no Brasil como “Mão Santa”. Ainda segundo a reportagem, o atleta se tornou um dos jogadores mais queridos do país.
“Com 2,03 metros de altura, ele era um arremessador de três pontos nos anos 1980, quando muitos técnicos desaconselhavam esse tipo de jogada. Isso lhe rendeu o apelido de Mão Santa”, diz o texto.
A AP noticiou ainda que a família afirmou, em comunicado, que Schmidt lutou contra um tumor cerebral por 15 anos “com coragem, dignidade e resiliência […] enquanto permaneceu como um exemplo de determinação, generosidade e amor pela vida”.
The Washington Post – Estados Unidos
O jornal The Washington Post destacou a trajetória internacional de Schmidt e o impacto dele na história do basquete, com marcas que seguem entre as principais dos Jogos Olímpicos.
“Schmidt nunca jogou na NBA, mas é querido no Brasil por priorizar a seleção nacional, disputar cinco Jogos Olímpicos consecutivos e estabelecer marcas de pontuação que permanecem até hoje.”
O texto também relembra o início da carreira, em 1974, e a passagem pelo basquete italiano, onde se tornou ídolo e influenciou jogadores como Kobe Bryant.
Gazzetta dello Sport – Itália
O jornal italiano Gazzetta dello Sport relembrou a passagem marcante do atleta pelo país, com atuações de destaque por clubes como Caserta e Pavia.
“Em 1982, o lendário gerente geral do Juventus Caserta, Giancarlo Sarti, o trouxe para a Itália, após uma recomendação de Boscia Tanjevic. Foi uma jogada brilhante, porque em nosso campeonato, Oscar se tornou uma força a ser reconhecida, imparável. Tudo o que ele precisava fazer era levantar os braços”, afirmou.
A reportagem também ressalta os números no basquete italiano: em 11 temporadas, marcou 13.957 pontos, com média de 34,6 por jogo — uma das maiores da história da liga.
ANSA – Itália
A agência italiana ANSA destacou que Schmidt era o único brasileiro no Hall da Fama da NBA e relembrou a carreira internacional, com recordes e conquistas pela seleção.
“Reconhecido pela genialidade e pelo impacto global, foi eleito um dos 100 melhores jogadores de basquete de todos os tempos”, afirma a reportagem.
“Ídolo da Juvecaserta, durante a carreira na Itália alcançou o primeiro lugar na lista de maiores pontuadores do campeonato, sendo depois superado por Antonello Riva, que disputou quase o dobro de partidas do brasileiro.”
A reportagem também menciona uma homenagem recente do Comitê Olímpico Brasileiro ao atleta.
Eurosport – França
O site Eurosport destacou que Schmidt manteve por anos o recorde mundial de pontos no basquete, superado apenas em 2024 pelo americano LeBron James.
“O melhor jogador da história do basquete brasileiro se despede como um ícone absoluto do esporte, deixando um legado que redefiniu os limites do possível em quadra”, disse o site, reproduzindo uma nota da Confederação Brasileira de Basquete.
A reportagem também relembra a carreira longa e prolífica, com quase 50 mil pontos somados entre clubes e seleção, além das cinco participações olímpicas entre 1980 e 1996. (Com informações do portal g1)
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