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Porto Alegre Carlos Nejar é o patrono da 68ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre

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Escritor porto-alegrense sucede o filho, Fabrício Carpinejar, que foi homenageado na edição de 2021

Foto: Diego Lopes/Feira do Livro Porto Alegre
Escritor porto-alegrense sucede o filho, Fabrício Carpinejar, que foi homenageado na edição de 2021. (Foto: Diego Lopes/Feira do Livro Porto Alegre)

O escritor porto-alegrense Carlos Nejar foi anunciado na manhã desta segunda-feira (20) como o patrono da 68ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre. Ocupante da cadeira número quatro da Academia Brasileira de Letras, ele é autor de poesias, ensaios, contos, críticas literárias e literatura infantojuvenil. Aos 83 anos, Nejar sucede o filho Fabrício Carpinejar, que foi patrono da feira na edição de 2021.

“Me puseram o título de patrono por generosidade, mas sou um servidor da Feira do Livro, quero servir, participar. Estou muito feliz por suceder o meu filho Fabrício e, também, pelo aniversário da minha terra. Feliz pelo calor humano e pela valorização do livro”, celebrou.

Nejar lançou seu primeiro livro, “Sélesis”, em 1960. Seus trabalhos mais recentes são “Senhora Nuvem” (Life Editora) e “A República do Pampa” (Casa Brasileira de Livros) e foram lançados neste ano. Há outras obras prontas, aguardando publicação.

A 68ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre será realizada de 28 de outubro a 15 de novembro. Depois de dois anos em formato híbrido, a Feira volta a ser realizada de forma completamente presencial na Praça da Alfândega e arredores do Centro Histórico.

Reconhecimentos

Procurador de Justiça aposentado, há três décadas Nejar vive no Rio de Janeiro. O Rio Grande do Sul, no entanto, permanece vivo em sua literatura. O amor pela cultura gaúcha está presente em sua obra, em especial por sua ligação com o pampa. Inclusive, em 2018, foi lançado o dicionário Carlos Nejar: Um homem do pampa, com mais de mil trechos de obras do escritor. A publicação foi organizada por Luiz Coronel e lançada pela Editora Mecenas.

Nejar recebeu diversos prêmios literários no país, mas o reconhecimento de sua obra rompe fronteiras. Em 1993, a publicação norte-americana Quarterly Review of Literature destacou o gaúcho como um dos grandes escritores da atualidade – era o único brasileiro. Em 2002, foi citado entre os 10 poetas mais importantes do Brasil pela revista Literature World Today.

O patrono ainda foi considerado um dos 37 poetas-chave do século, entre 300 autores memoráveis, entre 1890 e 1990, pelo crítico suíço Gustav Siebenmann, em Poesía y Poéticas del Siglo XX en la América Hispana y el Brasil, em 1997. Em 2017, Carlos chegou a ser indicado ao Nobel de Literatura.

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