Segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 16 de novembro de 2015
Imagine a cena: um carro é parado por um policial, que acha que ele está rodando abaixo da velocidade da via e, por isso, deve ser multado. Só que, na hora de entregar a multa, não tinha ninguém no banco do condutor. Isso aconteceu na cidade de Mountain View, na Califórnia, Estados Unidos. A explicação é que se tratava de um carro autônomo, daqueles que dispensam motorista.
Sem motorista e sem passageiro.
O veículo do Google rodava em testes quando foi parado por um oficial por estar a 24 milhas por hora, o equivalente a 38,6 quilômetros por hora, em uma via de 35 milhas por hora, ou 56,3 quilômetros por hora. Só o assento do passageiro estava ocupado: a lei da Califórnia obriga que haja uma pessoa dentro do carro autônomo, durante os testes, para qualquer eventualidade.
O policial informou ao ocupante sobre a legislação local, que não permite que veículos lentos atrapalhem o andamento do tráfego. Só que os veículos do Google, por motivos de segurança, só rodam em velocidades máximas de 25 milhas por hora, ou 40,2 quilômetros por hora.
Velocidade estava correta.
Além disso, o caso é contemplado em uma outra legislação local, que exige que este tipo de veículo não ultrapasse 25 milhas por hora e também não circule em vias com velocidade máxima acima das 35 milhas por hora. Conclusão: o carro do Google não cometeu infração, e por isso, não foi multado. Na conta oficial do projeto do carro autônomo, a gigante da tecnologia afirmou que, em mais de 1,2 milhão de milhas percorridas em testes, o modelo nunca foi multado, e que a velocidade escolhida para os testes tem como objetivo, além da segurança, fazer com que os passageiros se sintam confortáveis. (AG)
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