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| Carros sem motorista ainda precisam superar os erros humanos

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Carro autônomo da Google trafega na frente da sede da companhia na Califórnia. (Crédito: Reprodução)

Empresas como Google, Mercedes-Benz e Volvo estão correndo para desenvolver veículos inteligentes capazes de transitar de forma autônoma, mas, em determinadas situações, nem mesmo os sistemas mais sofisticados poderão impedir o erro humano.

Em um incidente recente, um funcionário da Volvo tentava exibir os recursos de segurança, mas, em vez disso, o veículo correu em direção a um grupo de pessoas. O motorista pensou que o carro estivesse equipado com uma opção que detecta pedestres e freia automaticamente. Não estava e, de qualquer forma, a maneira como o condutor acelerou o XC60 teria cancelado a função.

O incidente não foi isolado. Outro carro autônomo do Google levou uma batida na traseira, elevando para 13 o número de acidentes ao longo de seis anos de testes, sendo que nove foram batidas na traseira. Apesar de os carros inteligentes terem sido criados, entre outros motivos, para evitar acidentes de uma forma geral, os incidentes ilustram os desafios apresentados pela interação entre pessoas e computadores.

À medida que os carros assumem uma participação maior na condução do veículo, alternar o controle entre a máquina e um humano sujeito à distração “será uma questão difícil”, disse Philippe Crist, economista do Fórum Internacional de Transporte da OCDE que coordenou um relatório sobre direção autônoma. Este é um dos grandes motivos pelos quais muitas fabricantes de veículos provavelmente não lançarão carros completamente automatizados tão cedo. Além disso, existe um risco de que estes veículos provoquem novos tipos de acidentes, avaliou ele.

Mesmo que os “automóveis robôs” ainda estejam distantes, as fabricantes estão adicionando cada vez mais sistemas que assumem o volante em determinadas situações. A atratividade para as fabricantes é clara. A demanda por recursos que diminuem os aspectos mais tediosos de dirigir, como conduzir em um trânsito lento, pode criar um mercado de  42 bilhões de dólares até 2025, estima o Boston Consulting Group.

 

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