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Esporte Cartolas presos comandavam finanças da FIFA, e escândalo respinga em Blatter

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Cartolas dizem que o dirigente Marco Polo Del Nero lavou as mãos. (Foto: Pedro Martins/AFP)

Me inclua fora dessa. Cartolas próximos a Marco Polo Del Nero dizem que, após a prisão de José Maria Marin, o dirigente lavou as mãos. Segundo eles, o presidente da CBF criticou o vice e antecessor aos dirigentes com quem conversou. Condenou atitudes relatadas na investigação dos EUA e negou participação nos esquemas.

Intacto
Até a CBF retirou Marin de seu quadro, mas a Conmebol, por enquanto, não tomou nenhuma medida para desligar o cartola, preso na Suíça e banido temporariamente do futebol pela Fifa. Marin segue diretor da entidade sul-americana e, de acordo com o presidente da Conmebol, Juan Ángel Napout, ainda não há um substituto definido.

Intacto 2
Outro dirigente preso, Rafael Esquivel também permanece com cargo na Conmebol. O venezuelano é o terceiro vice-presidente da entidade.

Fio da meada
A investigação sobre a corrupção no futebol poderá chegar na Copa do Mundo de 2014. O problema: a Traffic, do réu confesso J. Hawilla, e o Grupo Águia, de Wagner Abrahão, foram os responsáveis pela revenda de pacotes VIPs
do Mundial.

Bola nas costas
O presidente da Uefa, Michel Platini, foi o único membro da mesa diretora da Fifa que não se levantou para aplaudir Joseph Blatter, assim que o cartola foi reeleito para seu quinto mandato. O francês, que pediu para Blatter renunciar nesta semana, ficou boa parte do discurso vitorioso com os braços cruzados.

Pente fino
A participação do diretor-geral da Conmebol, Gorka Villar, na defesa de Marin e dos cartolas sul-americanos acusados de corrupção pelo governo dos Estados Unidos deve ser questionada dentro da entidade. O comitê de ética da Conmebol deverá analisar se a participação do CEO da entidade fere o seu estatuto. (Bernardo Itri/Folhapress)

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