Quarta-feira, 17 de junho de 2026

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Porto Alegre Casal vai a júri por morte de vizinha idosa em prédio no Centro de Porto Alegre

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Crime foi cometido em apartamento de prédio na avenida Borges de Medeiros. (Foto: Googleview)

Está marcado para as 9h desta quarta-feira (6), no plenário da 2ª Vara do Júri de Porto Alegre o início do julgamento de um casal denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) como mentor intelectual da morte da aposentada Ilza Lima Duarte, 77 anos. O crime foi cometido em fevereiro de 2008, no Centro Histórico da capital gaúcha.

Conhecida na comunidade por trabalhos sociais ligados à Igreja Anglicana, a idosa foi encontrada sem vida, no apartamento onde morava. O imóvel está localizado em um prédio com entrada pela avenida Borges de Medeiros e também pela rua Marechal Floriano, no trecho entre a Jerônimo Coelho e a Riachuelo.

O óbito foi inicialmente atribuído pela Polícia Cil a causas naturais. Mas a insistência de amigas da Ilza foi fundamental para a reabertura do caso, devido a uma série de detalhes que haviam motivado desconfianças entre elas. Uma nova apuração acabou constatando sinais de estrangulamento.

Conforme o MPRS, a idosa foi morta por um casal de moradores do mesmo edifício e com quem ela mantinha relação de amizade e confiança a ponto de colocá-los como beneficiários em testamento. Trata-se de um professor universitário e de uma dona-de-casa, que chegaram a ficar presos durante um dia, em 2010.

Motivação financeira

O crime teria sido cometido por motivação financeira, já que a dupla era beneficiária de cinco apartamentos da vítima e, supostamente, decidiu “antecipar” o falecimento da vizinha para ter acesso aos bens. Ao passarem à condição de suspeitos, porém, o homem e a mulher renunciaram à herança e negaram participação no homicídio.

Outros três envolvidos já sentaram no banco dos réus, em 2019. Foi condenado um auxiliar de serviços gerais que relatou ter sido contratado pelo casal para executar o plano, mediante promessa de receber em troca um dos apartamentos. Já o ex-porteiro do prédio e a empregada doméstica do casal acabaram absolvidos.

(Marcello Campos)

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Anderson Cardoso da Silva
5 de agosto de 2025 16:31

Professor petralha …

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