Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Futebol Caso de racismo contra Vini Júnior foi o estopim para patrocinadora romper contrato com o time dos detratores

Compartilhe esta notícia:

O atacante deixou claro que nada o intimidará para que não denuncie mais atos racistas nos estádios de futebol. (Foto: Joilson Marconne/CBF)

Além da repercussão negativa causada pelo caso de racismo contra Vinícius Júnior no duelo do Real Madrid contra o Valencia no mês de maio, o clube espanhol agora está no mercado em busca de um novo patrocinador principal. Isso porque a Cazoo, varejista de carros, optou por romper o patrocínio de 4 milhões de euros (R$ 21 milhões), previsto para o orçamento de 2023/24 e pagará uma multa 1 milhão de euros (R$ 5,2 mi) para encerrar o vínculo.

A empresa já buscava romper o contrato antes do caso, mas o Valencia insistiu em mantê-la como patrocinadora principal. Depois do episódio de racismo, no entanto, a Cazoo resolveu insistir no fim do vínculo e o clube e a empresa chegaram a um acordo comercial. Segundo as informações do jornal espanhol As, o departamento jurídico da empresa enviou documentos que “indicavam que os fatos ocorridos no jogo entre Valencia e Real Madrid causavam danos à imagem da empresa e apontavam inclusive que estavam considerando denunciar o clube de Mestalla por prejudicar sua imagem”.

O fechamento parcial do estádio por cinco jogos, punição da La Liga ao clube depois da repercussão do caso, também pesou a favor da decisão da Cazoo de romper o patrocínio. O As afirma que a sanção foi um “trunfo” dos advogados da empresa para conseguir encerrar o vínculo.

Na última quinta (15), em Barcelona (Espanha), em um rápido contato com a imprensa, o atacante da Seleção Brasileira Vini Júnior foi comovente ao resumir seu sentimento sobre racismo. “Eu quero seguir isso por todos aqueles jovens, por todas aquelas pessoas que sofrem, que não tem a voz que eu tenho”, disse.

Atitudes criminosas contra o jogador motivaram ações coordenadas pela CBF e o jogo contra a seleção de Guiné, neste sábado (17), em Barcelona, faz parte de um pacote de medidas adotadas pela entidade.

No pronunciamento na sala de imprensa do CT do Espanyol, após o treino, Vinícius agradeceu aos presidentes da CBF e da Fifa, Ednaldo Rodrigues e Gianni Infantino, pelas ações que estão sendo feitas para harmonizar o ambiente do futebol, afastando e punindo os que apregoam preconceitos.

“Venho aqui agradecer a todos que estiveram comigo desde o episódio no jogo do Real Madrid com o Valencia (em 21 de maio, pela Liga Espanhola, em Valência, quando parte do público o hostilizou com ofensas racistas), o presidente da CBF, o presidente Gianni Infantino, todos os clubes do Brasil, todas as pessoas do Brasil e do mundo inteiro que estão comigo e me dando força pra seguir nessa batalha.”

Ao lembrar do início de sua carreira, Vinícius citou sua família e o Flamengo como pilares de sua formação. “Eu tenho a cabeça muito tranquila. Minha família me ajudou, o Flamengo me ajudou quando eu comecei no clube, com 16 anos, e já sofria com racismo e com toda pressão que havia em cima de mim como jogador de futebol.”

Por fim, o atacante deixou claro que nada o intimidará para que não denuncie mais atos racistas notadamente nos estádios de futebol. “Sempre trabalhei calado e hoje eu tenho força para poder falar de um assunto muito importante.” As informações são do jornal O Globo e da CBF.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Futebol

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Bill Gates se encontrou com o presidente da China em Pequim
Brasil não é mais um país de jovens: fatia da população com menos de 30 anos cai a menos da metade
Pode te interessar