Terça-feira, 14 de Julho de 2020

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Flávio Pereira Celso de Mello, do STF, atende pedido de deputados do PT para impeachment do general Augusto Heleno

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“O Ministério da Defesa já publicou uma nota a respeito, sem citar nomes. A nota é muito esclarecedora”, afirmou o general. (Foto: Agência Brasil)

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, prestes a aposentar-se compulsoriamente no final de outubro devido à idade-limite de 75 anos, continua agindo de forma acelerada em processos que minam o governo do presidente Jair Bolsonaro. Desta vez, o ministro, afilhado do saudoso Saulo Ramos, encaminhou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, petições de parlamentares que acusaram o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, de crime de responsabilidade. Caberá a Aras opinar se há indício de cometimento de crime ou não. Se o Procurador-Geral a República responder de forma positiva, Celso de Mello pedirá abertura de inquérito para investigar o assunto ou pedirá o arquivamento das petições no caso contrário.

General Augusto Heleno advertiu para “consequências imprevisíveis”

Os pedidos acolhidos pelo ministro Celso de Mello, e encaminhados à PGR, foram feitos pelos deputados petistas Rogério Correia (MG), Célio Moura (TO) e Margarida Salomão, além da deputada Natália Bonavides (PT-RN) que ficaram incomodados com a nota divulgada pelo general Augusto Heleno segundo a qual eventual apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro traria “consequências imprevisíveis”.

Investigação sobre verbas da Saúde cresce no RS

A Operação Camilo, deflagrada no Rio Grande do Sul, pela Força Tarefa para apurar desvios em recursos federais da Saúde, teve o protagonismo da Polícia Federal, e a participação da Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público Federal e estadual. Pelo andar da carruagem, deve envolver muitos outros municípios. E não deve parar em Rio Pardo.

Outros municípios investigados

No Rio Grande do Sul, a operação poderá ter desdobramentos em Porto Alegre, Butiá, Canoas, Capela de Santana, Gravataí, Cachoeirinha, São Leopoldo, Guaíba, Portão, Cacequi e São Gabriel. Por enquanto.

A farra eleitoral já começou?

É de lamentar, pois a advertência feita pelo ministro da Economia Paulo Guedes ainda no início dos estudos para a ampliação dos recursos a Estados e municípios para enfrentamento da pandemia parece confirmar-se. Ele alertou para o risco de alguns gestores darem início a uma “farra eleitoral”.

 

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