Sexta-feira, 19 de junho de 2026

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Colunistas Segunda audiência pública reafirma apoio ao Porto Meridional de Arroio do Sal

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Senador Luís Carlos Heinze apontou a necessidade de investimento em logística para retomada do desenvolvimento do Estado. (Foto: Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

“Temos o maior custo logístico do Sul. Aqui estão o setor metalmecânico em Caxias do Sul, o setor calçadista e o setor fumageiro, dentre outros, e todos esperam por esta obra”, afirmou o senador Luís Carlos Heinze (PP) ontem, no segundo encontro conduzido pelo Ibama, que reuniu cerca de 300 pessoas em Porto Alegre para esclarecer dúvidas sobre o empreendimento do Porto Meridional em Arroio do Sal. Os prefeitos de Imbé, Ique Vedovato – que também é presidente da Famurs –, de Arroio do Sal, Luciano Pinto, e de Torres, Delci Dimer, além de secretários municipais e outras autoridades e lideranças participaram também da audiência.

Senador Luís Carlos Heinze: “O Estado precisa do Porto Meridional”

O senador Luís Carlos Heinze, um dos pioneiros na defesa do projeto do Porto em Brasília, destacou que “é importante que tenhamos condições de gerar empregos. O Estado precisa. Somos um Estado que cresce menos que Paraná, que Santa Catarina e para isso vamos trazer o segundo porto marítimo do Rio Grande do Sul com o nosso trabalho”. Um dado trazido ontem por técnicos na audiência mostrou como exemplo, que 80% da produção metalmecânica de Caxias do Sul embarca por Santa Catarina e Paraná, e isso representa 10% da exportação do Rio Grande do Sul. O alto custo do porto de Rio Grande e as dificuldades de calado foram mencionados.

Os caranguejos voltaram

Um grupo de vereadores de Rio Grande, representando um contingente minoritário, deu-se ao trabalho de participar das audiências públicas de Arroio do Sal para atacar o projeto, e ontem em Porto Alegre, repetiram a missão de criticar a proposta, a pretexto de defender a manutenção de Rio Grande como um único porto no Estado, propondo que o Porto Meridional seja vetado pelo Ibama. A fala do pequeno grupo lembrou uma velha lenda gaúcha de que “somos a terra dos caranguejos no barril: quando um deseja sair do barril, todos os outros caranguejos puxam para baixo”. Um ambientalista pediu a palavra ontem para alertar para o fato de que o projeto do Porto Meridional “coloca em risco a sobrevivência da lagartixa nativa da região do litoral”.

Como foi a audiência pública do Porto Meridional

O representante do Ibama esclareceu como é realizado o processo de licenciamento, passando pelas fases de licenças prévia (LP), de instalação (LI) e de operação (LO), que permite o funcionamento do terminal. Logo após, o projeto foi detalhadamente apresentado pelos técnicos da DTA Engenharia, responsável pela elaboração e pelos estudos e, então, foi aberto o espaço para perguntas. As audiências públicas são uma etapa fundamental para a emissão do licenciamento, fase que antecede as obras de implantação do terminal.

Investimento privado chega a R$ 6,5 bilhões

Com investimento totalmente privado de R$ 6,5 bilhões, o empreendimento terá capacidade para movimentar até 53 milhões de toneladas de cargas por ano, gerando cerca de 1,5 mil empregos diretos e milhares de empregos indiretos durante a fase de operação. Para o diretor jurídico do Porto Meridional, André Busnello, a etapa das audiências públicas foi concluída com êxito absoluto e consolidou na prática o que já se sentia nos ambientes: o imenso apoio à instalação do terminal portuário em Arroio do Sal.

O fenômeno do Banco Master começou na Bahia

Na sua nona fase, a Operação Compliance Zero, executada pela Polícia Federal por ordem do ministro do STF André Mendonça, alcançou ontem o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e vários de seus aliados na Bahia. A cronologia desta investigação demonstra que o fenômeno da corrupção Daniel Vorcaro, que se especializou em alugar autoridades para alavancar o banco, começou na Bahia.

Caso Master: o mensageiro leva a culpa pelas más notícias

O mensageiro sempre leva a culpa pelas más notícias: o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, no conhecido estilo de coronel da Bahia, ameaçou processar veículos de imprensa que divulgaram sua ligação com o escândalo do Banco Master. Porém, a Polícia Federal agiu com rapidez e expôs detalhes constrangedores da operação realizada sob ordem do STF: empresas ligadas à nora de Jaques Wagner, Bonnie de Bonilha e ao enteado Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia, receberam pagamentos milionários por supostos serviços de prospecção de crédito consignado, incluindo cobranças de “boletos altos” documentadas em mensagens como “Amanhã vence os boletos”.

Davi Alcolumbre, também citado nas investigações: solidariedade ao líder do governo

Em meio às especulações de que teria se beneficiado com R$ 30 milhões doados pelo dono do Banco Master, o senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso prestou ontem solidariedade ao líder do governo, Jaques Wagner:

“Tá muito difícil o que a humanidade tá vivendo (…) eu tenho a convicção que no decorrer do processo as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona”, afirmou Alcolumbre.

Quem foi indiciado no inquérito do desvio de combustíveis em Uruguaiana

A Polícia Civil concluiu o Inquérito Policial que apurou desvios de combustíveis destinados ao abastecimento de veículos de uma secretaria da prefeitura de Uruguaiana. A investigação, conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia, resultou no indiciamento de cinco pessoas pelos crimes de associação criminosa e peculato.

Segundo a Polícia Civil, os prejuízos aos cofres públicos ultrapassam meio milhão de reais apenas em relação ao diesel S-10. Também seguem sob apuração possíveis desvios de gasolina, outros crimes contra a administração pública e fatos relacionados à execução contratual da empresa envolvida na investigação.

Foram indiciados o então secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Rural (SEMIUR) Frederico Wieczoreck Pellegrini, o então secretário-adjunto da pasta Fábio Braseiro Maia, Alex Cecon, além dos empresários Edemir Vieira e Willian Vieira, ligados à empresa Vulcanizadora Vieira, prestadora de serviços ao município à época dos fatos investigados.

CREMERS indeferiu inscrição de médicos estrangeiros com diplomas revalidados

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul informou que o MEC notificou a Universidade de Gurupi (Unirg) para providências acerca da revalidação de mais de mil diplomas estrangeiros na instituição. O Cremers aponta “graves vícios formais” nos processos.

O Cremers já havia apontado, em dezembro de 2025, irregularidades na revalidação de diplomas pela Unirg. A ação culminou em ação civil pública que acusou a instituição de um “esquema ilegal que transformou o procedimento em uma indústria de revalidações”.

Diante das ilegalidades, no mês de março deste ano, o Conselho indeferiu pedidos de inscrição de médicos. Agora, a entidade volta a questionar a validade dos diplomas revalidados pela Unirg e usados para a inscrição de médicos no Estado.

* Flavio Pereira (Instagram: @flaviorrpereira)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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