Terça-feira, 31 de março de 2026
Por Redação O Sul | 25 de março de 2026
Rafael de Gois, é um dos alvos da Operação Fallax.
Foto: Fictor/DivulgaçãoO sócio-fundador e CEO (Chief Executive Officer) do Grupo Fictor, Rafael de Gois, é um dos alvos da Operação Fallax, deflagrada nesta quarta-feira (25) pela Polícia Federal.
Segundo a PF, o executivo é investigado por suposta participação em um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de crimes como estelionato e lavagem de dinheiro. As irregularidades apuradas podem ultrapassar R$ 500 milhões.
Em nota, o Grupo Fictor informou que, assim que os advogados tiverem acesso aos autos da investigação, irá prestar os esclarecimentos necessários às autoridades. “Foi realizada hoje diligência de busca e apreensão na residência de Rafael Góis, CEO da Fictor, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal. Apenas o seu celular foi apreendido”, diz o comunicado.
O nome da holding também aparece em investigações relacionadas ao Banco Master. Em novembro do ano passado, a Fictor Holding Financeira anunciou a aquisição do banco um dia antes da detenção de seu controlador, Daniel Vorcaro, no Aeroporto de Guarulhos. Atualmente, o Banco Master está em processo de liquidação extrajudicial conduzido pelo Banco Central do Brasil.
A Operação Fallax cumpriu 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Quinze pessoas foram presas.
Também foram autorizadas medidas cautelares para rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilos bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas. A Justiça determinou ainda o bloqueio e o sequestro de bens — como imóveis, veículos, contas bancárias e outros ativos — até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização investigada.
De acordo com a PF, a apuração teve início em 2024, após a identificação de indícios de um esquema estruturado para obtenção de vantagens ilícitas. O grupo atuaria por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras, que inseriam dados falsos em sistemas bancários, permitindo saques e transferências irregulares com aparência de legalidade.
As investigações apontam ainda o uso de empresas de fachada e estruturas empresariais para movimentar os recursos obtidos ilegalmente. Posteriormente, os valores seriam convertidos em bens de luxo e criptoativos, com o objetivo de dificultar o rastreamento.
A operação contou com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, além de infrações contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.
Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Já pensaram se o golpe tivesse dado certo? Tudo isso seria varrido para baixo do tapete.
Tudo gente da direita golpista. Parabéns PF e STF.