Quinta-feira, 14 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 13 de maio de 2026
A China manifestou sua oposição à venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan, ilha que Pequim reivindica como parte de seu território e não descarta o uso da força para controlá-la. Às vésperas da cúpula de dois dias entre o líder chinês, Xi Jinping, e o presidente dos EUA, Donald Trump, que começa nesta quinta-feira (14), Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, afirmou que a manifestação “é coerente e clara”.
Pequim não esperou o encontro para reiterar sua posição, apesar de Trump afirmar anteriormente que levaria o tema à mesa com Xi, que considera Taiwan “a questão mais importante” na relação entre os países. Trata-se da sétima reunião presencial entre Xi e Trump desde o primeiro mandato do republicano (2017-2021), que não visita a China desde 2017.
Por volta das 23h dessa quarta-feira no horário de Brasília (quinta-feira na China), Trump foi recebido por Xi Jinping, em Pequim.
Também na terça-feira, o Ministério das Relações Exteriores de Taiwan havia prometido “continuar reforçando a estreita cooperação” com Washington e “desenvolver capacidades eficazes de dissuasão para manter, em conjunto, a paz e a estabilidade do Estreito de Taiwan”.
Com base nas chamadas “Seis Garantias” de 1982 — um pilar fundamental da política americana em relação a Taiwan —, os EUA declararam que não “consultariam” a China sobre as vendas de armas à ilha. Em fevereiro, Xi já havia pedido “prudência” neste fornecimento ao presidente americano, durante uma conversa telefônica.
No final do ano passado, o governo Trump aprovou a venda de US$ 11 bilhões (quase R$ 55 bilhões, na cotação atual) em armas para Taiwan, o que atraiu condenação de Pequim, que prontamente realizou um exercício militar de dois dias perto da ilha. Outro pacote de venda de armas, no valor aproximado de US$ 14 bilhões, aguarda a aprovação final de Trump, que já vem adiando a decisão há meses.
“O presidente Xi gostaria que não fizéssemos isso”, afirmou o republicano na segunda-feira, em referência ao fornecimento de armas. “Este é um dos muitos temas que vamos discutir.
Trump também pareceu minimizar a ideia de que a China tente se apoderar de Taiwan. Para ele, não vai acontecer algo semelhante à invasão russa na Ucrânia.”
“Tenho uma relação muito boa com o presidente Xi. Ele sabe que não quero que isso aconteça”, acrescentou.
Trump e seus assessores afirmaram que a cúpula em Pequim terá como foco o comércio e o investimento. No entanto, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e outras autoridades indicaram que também esperam que os dois presidentes discutam Taiwan.
“A questão de Taiwan está no cerne dos interesses fundamentais da China”, disse Lin Jian, outro porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, na semana passada, quando questionado se o assunto seria prioridade para Xi na cúpula. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.
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