Segunda-feira, 12 de maio de 2025
Por Redação O Sul | 5 de junho de 2020
Imagem em 3D do Sars-Cov-2, o novo coronavírus
Foto: ReproduçãoUma parceria internacional entre cientistas realizou uma análise sobre a relação entre coronavírus e morcegos. No trabalho, o grupo analisou as sequências genéticas de 781 vírus da mesma família do Sars CoV-2. Segundo a revista Science, mais de 30% deles não estavam descritos ainda na literatura.
A partir do estudo, os pesquisadores apontam que a hipótese principal é de que o novo coronavírus seja derivado de um grupo de vírus originários de morcegos-ferradura.
Isso porque, de acordo com os pesquisadores, há uma forte suspeita de que os morcegos sejam os responsáveis pela transmissão do coronavírus para os seres humanos – tanto no caso do Sars CoV-1, em 2002, quanto agora com o Sars CoV-2, causador da pandemia de 2020. Eles seriam uma espécie de “reservatório” da doença em constante transmissão.
A evolução e a diversidade da família coronavírus, no entanto, ainda não foi totalmente desvendada. Com análise estatística, mais a genética de todos os morcegos conhecidos até o momento e as centenas de amostras dos vírus, os pesquisadores tentaram ampliar o que sabemos sobre a transmissão entre espécies e a dispersão na China.
Eles não conseguiram confirmar a origem do Sars CoV-2. Entretanto, descobriram que há uma troca genética maior entre a família Rhinolophidae e, como meio crucial para a evolução da família coronavírus, está o gênero Rhinolophus.
Em entrevista à Science, o autor do estudo, Peter Daszak, disse que “parece que, por pura má sorte filogeográfica, histórica e evolutiva, os Rhinolophus acabam sendo o principal reservatório de coronavírus relacionados à Síndrome Respiratória Aguda Grave”.