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Brasil Cientistas de todo o mundo aceleram estudos sobre o vírus da zika

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Até o início de 2015, não se sabia quase nada sobre o vírus da zika. Para os pesquisadores, as doenças associadas a ele eram banais. (Foto: Reprodução)

A comunidade científica de todo o mundo acelera estudos e pesquisas para tentar entender melhor o vírus da zika e buscar vacinas e tratamentos. Em São Paulo, os pesquisadores estudam pessoas que já tiveram a doença para saber como as defesas reagiram ao vírus. E no mais importante hemocentro do País, já foi desenvolvido um teste para encontrar o vírus da zika no sangue.

Falta muito pouco para que o teste que detecta o vírus da zika seja feito nas bolsas de sangue em um hemocentro de São Paulo, o maior da América Latina. Os cientistas começaram a trabalhar em janeiro. Foi um trabalho integrado com outros laboratórios do Estado e com parceria com o CDC (Centro de Controle de Doenças), dos Estados Unidos. Em 30 dias, o teste estava pronto, mas faltava passar por uma Comissão de Ética para ser aplicado.

A intenção é fazer esse teste nas bolsas de sangue que serão usadas em grávidas ou em transfusões em bebês, ainda dentro do útero. Das 12 mil bolsas coletadas por mês na Fundação Pró-Sangue de São Paulo, 50 serão testadas contra o vírus da zika. Esse grupo é o mais suscetível, devido a relação entre o vírus da zika e a microcefalia.

Até o início de 2015, não se sabia quase nada sobre o vírus da zika. Para os pesquisadores, as doenças associadas a ele eram banais. Os estudos se intensificaram depois da relação com os casos de microcefalia. (AG)

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