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Saúde Cientistas descobrem o ponto fraco do câncer

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Células do sistema imunológico podem ser “remédio vivo” contra o câncer. (Crédito: Reprodução)

As células cancerosas têm marcações genéticas que podem servir de alvo para o sistema imunológico atacar o tumor. Esta descoberta, descrita em um estudo publicado pela revista Science, pode levar a uma revolução no combate à doença, abrindo caminho para tratamentos individuais muito mais eficientes do que os disponíveis atualmente.

O conceito de imunoterapia já vinha sendo considerado a grande arma contra o câncer. Consiste em estimular o sistema imunológico do corpo humano por meio de substâncias modificadoras de resposta biológica. Devidamente turbinadas, as células imunológicas atacam diretamente cada tipo de tumor. O resultado deste novo estudo, porém, potencializa a eficácia desse tipo de tratamento identificando o “calcanhar de aquiles” nas células do câncer.

Assim como todos os organismos vivos ao longo da História, o tumor também evolui. Isto explica por que algumas de suas partes são diferentes de outras, tornando muito difícil o ataque por nossas células imunológicas. Mesmo que reconheçam o câncer como um problema, e tentem combatê-lo, a complexidade do seu crescimento é demais para os nossos “soldados”.

Ficou claro, porém, que mesmo as partes mais complexas de um tumor tem “marcações” genéticas de sua fase inicial. A equipe de cientistas descobriu raras células imunológicas, dentro dos tumores, capazes de reconhecer essas estruturas originais, mais vulneráveis, e de combatê-las. Se essas células puderem ser isoladas e artificialmente multiplicadas no laboratório, podem formar uma força poderosa contra o câncer, com o potencial para atacar todas as células cancerosas no corpo.

Combinadas com drogas, pode levar a uma nova geração de tratamentos customizados contra o câncer. Então, nossos cientistas planejam agora estudar mais sobre essas células. Se a promessa se cumprir, pode ser uma forma revolucionária de tratar ou mesmo curar o câncer.

“O sistema imunológico do câncer atua como a polícia no combate a criminosos. Tumores geneticamente diferentes são como uma gangue de bandidos envolvidos em diferentes crimes, de roubo a contrabando. O sistema imunológico se esforça para dominar o câncer, assim como a polícia quando tem tanta coisa acontecendo”, explica o cientista Sergio Quezada, do Centro de Pesquisas sobre Câncer do Reino Unido, coautor da pesquisa.

Chefe de laboratório de imunoterapia, ele acrescenta: “Nosso trabalho mostra que, em vez de procurar delitos sem pistas em diferentes vizinhanças, podemos dar à polícia a informação para chegar ao chefão do crime, o ponto fraco do tumor no paciente, para acabar com o problema”.

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