Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de setembro de 2022
O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, descartou nesta segunda-feira (5) um eventual apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. Atualmente, Ciro aparece em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto.
“Eu passo uma campanha inteira dizendo que o PT virou uma organização criminosa, eles me insultam e me agridem todo dia e depois esperam que eu apoie ele (sic) no segundo turno. Sabe como é? Nunca mais!”, disse Ciro durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan.
“Lula é um encantador de serpentes, mas a mim ele não engana mais. Podem enganar outros brasileiros”, disse o pedetista ao ser questionado sobre a promessa feita por Lula de que irá conversar com Ciro no futuro.
Ciro Gomes também afirmou que vê problemas na chapa do ex-presidente Lula e do seu vice, o ex-tucano Geraldo Alckmin (PSB), devido não somente a divergências do passado, mas principalmente por aquelas que permanecem. Como exemplo, ele citou a vice-presidência de Michel Temer (MDB) no governo de Dilma Rousseff (PT), união classificada por ele como “uma tragédia”.
“O problema disso não é para trás, é para frente”, disse ao relembrar a polarização entre o antigo partido de Alckmin, PSDB, e o PT. “Quando você estabelece um questionário para o Lula, política de preço da Petrobras, autonomia do Banco Central, privatização da Petrobras, da Eletrobras, o Alckmin é contra o Lula em todos esses temas. E é um País que, por crise ou por tragédia, os vices têm uma relevância muito grave”, disse na entrevista à Jovem Pan.
Ciro destacou a convergência de ideias entre ele e sua vice, Ana Paula Matos (PDT). “Nós temos uma afinidade, fomos separados no nascimento, na maternidade, tamanha a convergência de ideias. Podem ser boas, podem não ser boas, se gostar, não se gostar, mas ela está com a proposta na ponta da língua”, pontuou.
“Agora, submete o Alckmin a um questionário objetivo, que é o que interessa. Lá vai levar o Lula, como levou o Michel Temer, tenha santa paciência. Eu disse na data, ‘Lula, não faça isso, é uma irresponsabilidade levar o Michel Temer para a vice da Dilma, que não tem experiência nenhuma, vocês estão produzindo uma tragédia’”, criticou.
Em críticas aos adversários Lula e Bolsonaro, Ciro afirmou que o cargo de presidente está desmoralizado. “Lula tinha filho ladrão, Bolsonaro tem filho respondendo por causa de corrupção”, afirmou. Segundo ele, com esses escândalos, o Executivo fica na mão do Judiciário, o que causou uma “disfuncionalidade institucional”.
O pedetista declarou que, em um eventual governo, quer “voltar cada poder para sua caixinha”. Ciro, no entanto, negou qualquer possibilidade de romper uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). “Trágico que seja, para um democrata visceral como eu, quem dá a última palavra é o Judiciário”, afirmou. As informações são dos jornais Valor Econômico e O Estado de S. Paulo.
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