Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de setembro de 2015
Em sua primeira entrevista depois de filiar-se ao PDT – em ato realizado nessa quarta-feira na sede nacional do partido, em Brasília –, o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes criticou o movimento pró-impeachment, que tenta tirar Dilma Rousseff do poder, e chamou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de “maior vagabundo de todos”.
A declaração ocorreu no mesmo dia em que seu irmão Cid Gomes – que também deve se filiar ao PDT neste mês – foi condenado a pagar 50 mil reais de indenização a Cunha, por chamá-lo de achacador.
Ciro Gomes ainda criticou a decisão que condenou o irmão. “Primeiro, eu fico muito impressionado com a agilidade desse juiz. Eu vou examinar isso. Se ele tiver julgado antes de procedimentos mais antigos, ele vai se explicar no Conselho Nacional de Justiça. Segundo, o meu irmão vai recorrer. Porque quem fala a verdade neste País não pode ser criminalizado. Criminoso é quem está denunciado como ladrão.”
Cunha foi denunciado pelo Ministério Público Federal sob acusação de ter recebido propina no esquema desbaratado pela Operação Lava-Jato. Procurada, a assessoria do presidente da Câmara preferiu não comentar as declarações de Ciro Gomes.
Candidatura
Apontado pelos novos correligionários como o candidato do PDT à Presidência em 2018, o ex-ministro afirmou que o momento não é de discutir candidatura, mas de defender a democracia, ameaçada, segundo ele, por forças hostis que não aceitaram o resultado da eleição e que são alimentadas por forças estrangeiras que têm interesse na Petrobras e no petróleo brasileiro.
“Hoje, o moralismo [do discurso pró-impeachment] está a serviço da mais cruel imoralidade. O presidente da Câmara dos Deputados, hoje, que infelizmente representa uma maioria de corruptos, é quem tem o juízo de admissibilidade ou não do impeachment, cuja razão seria um crime de responsabilidade. Só que nós vamos enfrentá-los”, disse Gomes, que completou “A presidenta Dilma padece de dois problemas graves: uma equipe muito ruim e uma falta absoluta de projeto”. (Folhapress)
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