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Notícias Collor usou propina para pagar carros de luxo, diz Polícia Federal

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O principal indício de que os carros foram pagos com repasses de propina é a forma como o dinheiro chegou às contas de Collor ou de suas empresas. (Foto: reprodução)

Os carros de luxo do senador  Fernando Collor de Mello (PTB-AL) foram pagos em parte com recursos com indícios de propina, associados a repasses do doleiro Alberto Youssef, segundo laudo da PF (Polícia Federal).
A peça integra parte do processo contra o ex-presidente que está no STF (Supremo Tribunal Federal), no qual ele é acusado de ter recebido  26 milhões de reais em suborno em cinco anos de negócios relacionados à BR Distribuidora.
Os quatro carros citados no laudo custaram 6,2 milhões de reais. A coleção é composta de uma Lamborghini Aventador (3,2 milhões de reais), uma Ferrari 458 (1,4 milhão de reais), um Bentley Flying (975 mil reais) e um jipe Range Rover (570 mil reais).
A PF chegou à conclusão de que os veículos foram pagos parcialmente com recursos de suborno depois de quebrar o sigilo e analisar 110 mil operações bancárias em 11 contas do senador, de sua mulher e de empresas dele, como a TV Gazeta de Alagoas. O principal indício de que os carros foram pagos com repasses de propina é a forma como o dinheiro chegou às contas de Collor ou de suas empresas. Foram feitos depósitos em dinheiro vivo, fracionados em baixos valores para evitar que os órgãos do governo apontassem problemas, indicando lavagem de dinheiro.

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