Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de novembro de 2015
O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, alertou nesta quinta-feira (19) que o país está sob o risco de ataques com armas químicas e biológicas, quase uma semana após extremistas armados com fuzis e explosivos matarem 129 pessoas em Paris na sexta-feira (13).
“Nós não podemos descartar nada. Eu digo isso com todo o cuidado necessário. Mas nós sabemos e temos em mente que existe um risco de armas químicas ou bacteriológicas”, disse Valls, pedindo que o Parlamento estenda o estado de emergência que está em vigor desde os ataques na capital. “A imaginação macabra dos mentores [do ataque] é ilimitada.”
Proposta pelo governo francês, a extensão do estado de emergência, originalmente de 12 dias, para três meses, foi aprovada pelos deputados nesta quinta. A medida deve ser discutida e votada pelos senadores na sexta-feira (20).
Com a aprovação da medida, as autoridades terão permissão para proibir “qualquer associação ou encontro”, incluindo mesquitas e grupos comunitários. Ao defender a proposta, Valls disse que “a segurança é a primeira das liberdades”. O premiê também anunciou a criação de uma estrutura para conter jovens radicalizados. “O terrorismo atingiu a França não por causa do que ela faz na Síria e no Iraque, mas pelo que ela é”, afirmou o premiê.
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