Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de maio de 2021
A Colômbia reabriu as fronteiras terrestres, fluviais e marítimas que mantinha fechadas há mais de um ano devido à pandemia, exceto aquelas que compartilha com a Venezuela, informou a chancelaria.
O governo abriu as passagens com Panamá, Peru, Equador e Brasil, disse o ministério de Relações Exteriores em mensagem à imprensa.
Mesmo com o vírus circulando fortemente, a Colômbia justificou a reabertura como uma forma de “avançar nas medidas que ajudem a reativação econômica” das zonas de fronteira.
A medida não inclui a Venezuela, país com o qual o governo de Iván Duque não mantém relações diplomáticas ou comerciais, apesar de possuir uma fronteira extensa de 2.200 quilômetros, com dezenas de passagens ilegais controladas por contrabandistas e grupos armados.
Caracas rompeu relações diplomáticas com Bogotá em fevereiro de 2019, depois que Iván Duque reconheceu o opositor Juan Guaidó como presidente encarregado da Venezuela em detrimento de Nicolás Maduro, a quem considera um “ditador”.
A Colômbia lidera a pressão diplomática na região para retirar o líder chavista do poder e é o principal destinatário dos 5,4 milhões de venezuelanos que fugiram da crise econômica em seu país desde 2015.
O governo colombiano iniciou este mês um processo para regularizar cerca de um milhão de imigrantes sem documentos nos próximos dez anos.
O fechamento das passagens de fronteira foi decretado inicialmente em 16 de março de 2020, dez dias após o primeiro caso de coronavírus ter sido registrado no país de 50 milhões de habitantes.
Com mais de três milhões de infecções e mais de 80 mil mortes por covid-19, a Colômbia é o sexto país com mais casos e o quarto em número de mortes em proporção à sua população na América Latina e no Caribe, de acordo com contagem da AFP.
Argentina
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, anunciou nesta quinta-feira (20) novas restrições para tentar conter o que o governo considera a pior fase da pandemia do coronavírus no país.
As medidas mais rígidas durarão nove dias — começam neste sábado (22) e vão até 30 de maio. Entre elas, estão:
— Circulação de pessoas fica restrita: as pessoas só podem sair de casa entre as 6h e as 18h e apenas nas proximidades do local onde vivem e por razões de necessidade;
— Suspensão de atividades econômicas, recreativas e ecológicas;
— Todo tipo de aglomeração fica proibido;
— Comércios essenciais abrem; entrega em casa também fica permitida.
Segundo o governo, as medidas de restrição nas circulações serão impostas em locais onde o alerta epidemiológico esteja em vigor. Na prática, isso significa toda a região de Buenos Aires e mais de 100 distritos em todas as províncias, com exceção de La Rioja, informa o site Infobae.
Além disso, essas medidas deverão ser reimpostas no fim de semana seguinte, entre 5 e 6 de junho, nas regiões onde o contágio estiver mais crítico.
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