Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020

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Brasil Com a alta do dólar e do petróleo, a tarifa média em voos domésticos subiu 8% no trimestre

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Segundo a Anac, pesaram nas tarifas fatores como a valorização do dólar, que subiu, em média, 3,2% entre janeiro e março deste ano ante o mesmo trimestre em 2017. (Foto: Freepik)

A alta do dólar e do querosene de aviação fizeram a tarifa aérea média doméstica real (atualizada pela inflação) subir 7,9% no primeiro trimestre em relação a igual período do ano passado, segundo dados divulgados pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), na sexta-feira. Entre janeiro e março deste ano, a média da tarifa ficou em R$ 361,03, ante R$ 334,49 nos três primeiros meses de 2017.

O valor médio da tarifa entre janeiro e março de 2017 havia sido o menor já registrado para um primeiro trimestre desde 2002, início da série histórica. No cálculo são considerados apenas as passagens vendidas a passageiros adultos.

Segundo a Anac, o querosene de aviação saltou 18,5% no trimestre, refletindo a alta do petróleo e do dólar. A taxa de câmbio média, por sua vez, aumentou 3,2% entre janeiro e março deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dois itens estão entre os que mais pesam nos custos das empresas aéreas.

O dólar influencia as despesas com combustível — já que o querosene acompanha as oscilações internacionais do petróleo — o arrendamento e seguro das aeronaves, bem como a manutenção dos aviões, pois muitas peças são importadas. Segundo a Anac, esses custos representaram 49,6% das despesas das aéreas brasileiras no primeiro trimestre. Já os custos com combustível representaram 31,4% do total.

Ainda assim, a demanda por transporte aéreo doméstico, medida em passageiros quilômetros pagos transportados (RPK), apresentou alta de 3,4% no primeiro trimestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Bagagem despachada

Em evento com a imprensa para falar dos dados das tarifas aéreas no primeiro trimestre, técnicos da Anac disseram que ainda não têm condições de medir os efeitos da resolução de dezembro de 2016 da agência que libertou a cobrança separada das bagagens.

Segundo o gerente de acompanhamento da Anac, Cristian Reis, é preciso cerca de cinco anos para ter dados mais sólidos para calcular esse impacto das bagagens nos preços das tarifas.
“A Anac só deverá ter o impacto da bagagem na tarifa em 2022”, disse Reis.

A cobrança das bagagens começou, na prática, em meados de 2017. “É preciso tempo, uma série robusta de dados para isso. É preciso aguardar o mercado se adaptar ao novo ambiente regulatório. É preciso tempo”, disse.

No início do ano passado, o então ministro dos Transportes, Maurício Quintella, disse que a resolução da Anac poderia até ser revista se não resultasse em queda no preço das passagens.

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