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Geral Com a pandemia do novo coronavírus, rotinas mudaram e profissões que existem há centenas de anos precisaram se reinventar. Na medicina, não foi diferente

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Medida cautelar do ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, atende a pedido do Conselho Nacional de Justiça. (Foto: Reprodução)

Com a pandemia do novo coronavírus, rotinas mudaram e profissões que existem há centenas de anos precisaram se reinventar. Na medicina, não foi diferente. Para diminuir a aglomeração de pessoas e o risco de contágio da doença, foi recomendado que apenas casos de urgência fossem atendidos em consultório. A reportagem conversou com o Dr. Guilherme Ogawa, ortopedista e cirurgião da mão, sobre a prática da telemedicina.

“O CFM (Conselho Federal de Medicina), em caráter de urgência, liberou a prática da telemedicina, que são as consultas médicas por vídeo, por meio da Portaria 467/20 do Ministério da Saúde”, explica Ogawa.

Mas, será que a telemedicina funciona para todas as especialidades?

“A verdade é que não. Para um cirurgião da mão, como eu, a consulta em vídeo compromete e prejudica a avaliação do paciente, porque trabalhamos muito com os movimentos. Além disso, muitas vezes na ortopedia os casos são de urgência, o que não justifica o uso da telemedicina”, responde o doutor Guilherme.

O cirurgião explica que em sua especialidade, pode usar esse tipo de comunicação para fazer um acompanhamento pós-cirúrgico ou tirar dúvidas sobre recuperação e medicação.

“Isso não significa que colegas médicos não estejam fazendo bom uso do recurso. Algumas áreas podem se beneficiar muito da tecnologia em chamadas de vídeo, como a psiquiatria, por exemplo”, pontua o médico.

A telemedicina permite:

1-Avaliar alguns sintomas

2-Informar sobre laudos de exames

3-Prescrever medicamentos

4-Acompanhar a evolução de alguns tratamentos

É preciso, no entanto, que todas as normas do código de ética médica sejam seguidas rigorosamente: preservar o paciente e o sigilo de cada atendimento.

“Acredito que a telemedicina não deve ser visto como o futuro da prática médica. O contato com o paciente e principalmente o exame físico, são insubstituíveis para um melhor diagnóstico e avaliação de cada paciente individualmente. Por isso, não é para todos que funciona: nem para todos médicos e nem para todos pacientes”, finaliza dr. Guilherme Ogawa.

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