Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de janeiro de 2020
As contas de luz terão um alívio em fevereiro, por conta do aumento das chuvas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, nesta sexta-feira (31), que irá aplicar a bandeira verde no próximo mês. Ou seja, sem custo extra para os consumidores. Em janeiro, a bandeira tarifária aplicada foi a amarela.
A Aneel informou que o acionamento se deve à previsão positiva de chuvas nas regiões onde se localizam os principais reservatórios de hidrelétricas. Com isso, a expectativa é de que ocorra recuperação mais intensa do armazenamento dessas barragens ao longo do próximo mês.
“Essa condição mais favorável resulta no aumento da produção das hidrelétricas e de sua participação relativa no atendimento à demanda de energia do sistema. Desse modo, diminui-se a necessidade de acionamento do parque termoelétrico, o que, por sua vez, contribui para reduzir o preço da energia”, destacou a agência, em nota.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 pela Aneel como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia gerada por meio de usinas térmicas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração de eletricidade.
Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais térmicas para garantir o suprimento de energia no País. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.
Gás de cozinha
Em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro determinou no último dia 10 que sejam feitos estudos, com urgência, para analisar a possibilidade de ampliação do número de empresas especializadas em encher botijões de gás, as chamadas engarrafadoras.
Segundo o presidente, com poucas dessas empresas no País, o custo de transporte faz aumentar o preço do produto.
O último reajuste do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), conhecido como gás de cozinha, foi feito em dezembro pela Petrobras, e, com isso, o produto ficou, em média, 5% mais caro para as distribuidoras.
O valor final do gás para o consumidor depende do repasse feito pelas distribuidoras, mas, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o preço médio do botijão de 13 quilos era de R$ 69,11 em novembro do ano passado.
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