Terça-feira, 26 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

| Com “botão da morte”, roubo de celulares está em baixa nos Estados Unidos

Compartilhe esta notícia:

Número de aparelhos roubados caiu 30% em 2014 no país. (Crédito: Reprodução)

A Apple começou a permitir que usuários apagassem os dados e desativassem remotamente seus iPhones em 2013 com o recurso “Find my iPhone”, e o Android deve incorporar essa função em breve. Isso dificulta muito o uso de um smartphone roubado: se o aparelho não funcionar, será complicado vendê-lo no mercado receptador.

Essa tecnologia parece estar dissuadindo os ladrões: o número de americanos que tiveram o celular roubado no ano passado caiu em 30% em relação a 2013, de acordo com um estudo da Consumer Reports. Estima-se que 2,3 milhões de americanos tiveram o celular roubado em 2014, ante 3,4 milhões em 2013.

A revista afirma que fez ajustes em sua metodologia, algo que pode estar por trás de parte da mudança, mas a variação continua sendo expressiva. Era esse o resultado que promotores e responsáveis pelas políticas de segurança esperavam obter quando pressionaram pela implementação das chamadas chaves de desligamento (kill switch) – como recurso padrão dos smartphones.

Quando ativada, a ferramenta, também conhecida como “botão da morte”, inutiliza o celular. O tema inspirou leis no Congresso americano (embora ainda estejam na etapa de redação) e em Estados como Minnesota e Califórnia, especialmente com o grande aumento na incidência de roubos de celular nos anos mais recentes.

O número de americanos que tiveram o celular roubado dobrou em 2012 e 2013, de acordo com a revista. Essas leis, porém, preocupavam ativistas defensores da privacidade. Para eles, as chaves de desligamento poderiam ser usadas de maneira indevida, especialmente se o apagamento das informações de um smartphone roubado se tornar obrigatório.

A preocupação é com a possibilidade de agências policiais abusarem desse recurso na perseguição a um suspeito. Em pronunciamento, o procurador-geral de Nova York (EUA), Eric Schneiderman, disse que seu gabinete pretendia seguir pressionando as fabricantes de celulares para que essa tecnologia se torne padrão. “O novo relatório confirma aquilo que nosso gabinete descobriu anteriormente: a introdução de chaves de desligamento nos celulares levou a uma queda acentuada nos roubos.”

Defensores do recurso como Schneiderman estarão de olho na nova versão do Android que será lançada este ano, batizada de Lollipop, para ver se a função estará presente. Antes disso, alguns usuários já encontraram funções semelhantes em aplicativos desenvolvido por terceiros. Mas, como destaca Calla Deitrick, da Consumer Reports, mesmo que o Android incorpore as novas funções, pode demorar um pouco até que a tecnologia chegue a todos os usuários.

“Levando em conta a abordagem caótica de muitas empresas em relação aos seus sistemas operacionais, vai demorar até que uma chave de desligamento fique disponível para todos os modelos do Android”, diz. (AE)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de |

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Publicidade brasileira “sai do armário” e adota público gay
43º Prêmio Exportação RS anuncia empresas que se destacaram no mercado internacional em 2014
Pode te interessar