Domingo, 05 de abril de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Com discurso de Janja, evento sobre feminicídio no Palácio do Planalto tem participação discreta da ministra das Mulheres

Compartilhe esta notícia:

enquanto o presidente foi aconselhado a ficar no camarote durante o desfile, a primeira-dama optou por participar da apresentação (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Responsável pela coordenação de um pacto nacional voltado ao combate ao feminicídio, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, teve uma atuação discreta no evento realizado nessa quarta-feira (4), no Palácio do Planalto. Apesar de a iniciativa estar diretamente vinculada à sua pasta, a ministra não discursou durante a cerimônia. A abertura do ato coube à primeira-dama, Janja da Silva.

Márcia Lopes, que mantém uma relação mais distante com Janja em comparação à sua antecessora no cargo, Cida Gonçalves, permaneceu sentada em uma cadeira posicionada no canto do palco ao longo do evento. A cerimônia reuniu autoridades dos três Poderes da República, acompanhadas de suas respectivas esposas. Estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin e sua mulher, Lu Alckmin; a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama.

Entre as mulheres presentes, apenas Janja e Gleisi Hoffmann fizeram pronunciamentos públicos. Também discursaram o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos); o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP); e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Os discursos abordaram, de forma geral, temas institucionais e a importância do enfrentamento à violência contra a mulher.

O encerramento do evento ficou a cargo do presidente Lula, que adotou uma postura diferente da habitual ao optar pela leitura de um discurso previamente preparado por seus assessores. Na fala, o presidente destacou a necessidade de intensificar as políticas públicas de combate ao feminicídio e indicou que o enfrentamento à violência contra a mulher deverá figurar entre as prioridades do governo ao longo deste ano.

De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, o discurso presidencial sinalizou a incorporação do tema como um dos eixos centrais da agenda do governo, em um contexto que também antecipa o uso da pauta como bandeira política no processo eleitoral visando à reeleição.

O debate ocorre em meio a um cenário desafiador. Dados divulgados na semana passada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que o Brasil registrou novo recorde de casos de feminicídio em 2025. Segundo o levantamento, quatro mulheres foram mortas por dia ao longo do ano.

Entre janeiro e dezembro de 2025, foram contabilizados 1.470 casos de feminicídio em todo o país, superando os 1.464 registros de 2024, que até então representavam o maior número da série histórica. O crime de feminicídio é caracterizado quando o assassinato ocorre em razão do gênero da vítima, tipificação que passou a integrar a legislação brasileira em 2015. (Com informações do jornal O Globo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Defesa alega que Bolsonaro piorou na Papudinha e pede prisão domiciliar ao Supremo
Governo nega acordo em reajuste para servidores do Congresso, mas presidente da Câmara dos Deputados diz que líder avalizou votação
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x